43% da população defendem intervenção militar, segundo pesquisa

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Rejeição à intervenção militar é maior entre as pessoas com mais de 60 anos

Há duas semanas, o general Antônio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças do Exército, afirmou que uma intervenção militar no Brasil seria possível, caso a crise política que o país atravessa não fosse solucionada pelo poder judiciário.

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou uma pesquisa nesta quinta (28) que mostra que quase a metade da população concorda com o general.

O Paraná Pesquisas perguntou aos entrevistados: “o sr (a) seria a favor ou contra uma intervenção militar no Brasil?”

51,6% disseram ser contra. 43,1% são favoráveis à intervenção. Não sabe ou não opinou 5,3%.

A pesquisa também fez recortes, por sexo, idade, região e escolaridade.

Por sexo, 43% dos homens são favoráveis e 52,6% são contrários.

Entre as mulheres 43,1% são favoráveis e 50,6% contra.

O número de pessoas simpáticas à intervenção militar cresce entre os jovens de 16 a 24 anos, 46,1% são favoráveis e 47,8% são contrários.

A rejeição é maior entre as pessoas com mais de 60 anos e que viveram o período da ditadura militar, apenas 37,2% aprovam e 56,2% reprovam.

Entre as pessoas com ensino superior completo, 38,9% são favoráveis à intervenção, o número aumenta entre os que têm  ensino fundamental completo, 44% , e ensino médio, 43,8%.

Por regiões, as taxas de defensores de intervenção militar provisória são as seguintes:

No Norte e Centro-Oeste, 44,8% são favoráveis; no Nordeste, 42,9%; Sudeste, 43,2%; Sul 41,1%.

A pesquisa utilizou uma amostra de 2.540 brasileiros e foi realizada a partir de questionário ONLINE, entre os dias 25 e 28 de setembro de 2017.

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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