Adversários tratam João Dória como homem sem palavra

0
Barros Munhoz, deputado estadual – PSB (ex-PSDB)

O UOL fez matéria sobre o crescimento da bancada do PSB na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). O partido saiu de 06 deputados para 12, de 2015 a 2018.

Dos seis novos deputados, 03 são do PSDB. Os tucanos foram para o PSB por decepção com João Dória Jr.

O deputado estadual Barros Munhoz disse:

“O candidato natural era o Márcio França. Houve várias reuniões tratando desse assunto nos últimos três anos. Criou essa divisão na Assembleia que está afetando Alckmin. Me senti revoltado e inconformado”

E complementou:

“Tenho 42 anos de vida pública. Entendo que essa eleição para governador e presidente é vital para o Brasil. A primeira característica de um bom político é não mentir e ter palavra. Por isso, não posso aceitar a candidatura de Doria a governador”

Caio França, filho de Márcio França, e líder do PSB na Assembleia, disparou:

“É um grande estímulo a vinda desses deputados. Todos têm histórico voltado para política e cumprimento da palavra, por isso se identificam com Márcio França”.

Outro que trocou PSDB por PSB é João Caramez. O deputado seguiu a linha de ataque a Dória “construí uma vida partidária junto ao PSDB. Passados 23 anos, não posso continuar no partido em que a escolha de um candidato foi truculenta. Não posso ficar num partido de um candidato em que não acredito e não confio. Fui para o PSB por ver a lealdade do Márcio França ao Geraldo Alckmin, que ainda é meu candidato”

Como se nota, os aliados de Márcio França e demais adversários de João Dória vão bater na tecla de que o ex-prefeito de São Paulo é um homem sem palavra e inconfiável por ter feito pré-campanha à presidência da República contra seu padrinho (um ano depois de Alckmin tê-lo ajudado a se eleger prefeito de SP) e por ter abandonado a prefeitura antes da metade do mandato, depois de prometer que cumpriria os quatro anos de mandato.

Matéria completa aqui

Em entrevista à rádio Eldorado, quarta (18) o ex-vice governador de SP, Alberto Goldman disse que fez o seguinte alerta ao governador Geraldo Alckmin “se Doria puder puxar o tapete do Alckmin, ele o fará, já alertei o (ex) governador”, e ressaltou “Doria nunca quis ser prefeito, mas candidato à Presidência da República. Se Doria for eleito governador de São Paulo, não vai governar, como fez na Prefeitura.”

Em outubro de 2017, Alberto Goldman e João Dória trocaram ofensas, via redes sociais. Assista:

 

 

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

Comente no Facebook