Aécio Neves é salvo pela aliança com Michel Temer

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Por André Henrique

Base aliada de Michel Temer foi decisiva para salvar o mandato de Aécio Neves no Conselho de Ética

O Conselho de Ética do Senado confirmou, na manhã desta quinta-feira (06/07), por 11 votos a 4, o arquivamento do pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (MG). Com isso, foi mantida a decisão do presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), que, em 23 de junho, arquivou o pedido de cassação monocraticamente.

Após as delações da JBS, PSOL e Rede pediram ao conselho que cassasse o mandato de Aécio Neves por quebra de decoro parlamentar. A situação política do tucano se complicou depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a sua prisão, negada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Após o caso ter sido redistribuído no Supremo, no novo relator Marco Aurélio Mello devolveu o mandato de Aécio, descomplicando um tantinho a vida política do mineiro.

A jogada que salvou Aécio aconteceu em 12 de junho, quando o PSDB realizou um encontro nacional e decidiu permanecer no governo Temer. Se o PSDB tivesse abandonado, o PMDB retaliaria os tucanos e um dos castigos seria ceifar o mandato de Aécio no senado.

Na terça-feira (4), Aécio Neves retornou ao senado e fez em discurso defesa enfática da permanência do PSDB no governo Temer, mas o partido se encontra dividido e cresce a pressão interna pelo rompimento. A base aliada do Planalto foi decisiva para salvar Aécio.

Confira como votaram os senadores:

Quem votou “não” para salvar Aécio:

Airton Sandoval (PMDB-SP)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Hélio José (PMDB-DF)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Flexa Ribeixo (PSDB-PA)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Gladson Cameli (PP-AC)

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Telmário Mota (PTB-RR)

Pedro Chaves (PSC-MS)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Quem votou “sim” pela continuidade da ação:

Lasier Martins (PSD-RS)

José Pimentel (PT-CE)

João Capiberibe (PSB-AP)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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