Álvaro Dias diz que PSDB e MDB são sócios no ‘governo da pinguela’

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O pré-candidato à Presidência pelo Podemos disse que discute unificação de candidaturas com partidos de centro, como DEM e PRB.

Por Rafael Bruza

Em palestra para empresários, feita na Câmara de Comércio Americana (Amcham), na segunda-feira (18), o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Álvaro Dias, declarou que não negocia formação de aliança eleitoral com MDB ou PSDB e disse que estes partidos são “sócios no governo da pinguela”. No evento, o senador também afirmou que os tucanos dificilmente farão alianças com siglas de centro.

“Eles são do lado de lá. O MDB tem proximidade com o PSDB, até porque foram sócios nesse governo de transição da pinguela”, afirma. “O PSDB deve manter sua candidatura, acho legítimo. É um grande partido que governou o país e tem essa pretensão de retorno, mas acho difícil que essa sigla aglutine essas forças (de centro)”.

Álvaro Dias foi duas vezes filiado ao PSDB e soma um período total de 18 anos no partido. Ele deixou a sigla em 2016 e se filiou ao PV, após divergências com tucanos do Paraná, Estado governado por Beto Richa (PSDB).

Em 2018, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, quis colocá-lo como vice-presidente em sua chapa. O senador, no entanto, negou essa possibilidade na época e lançou candidatura pelo Podemos em março.

Agora, Álvaro Dias conta que participa de negociações com siglas centristas, como o DEM e o PRB de Flavio Rocha, ex-dono da Riachuelo (veja o vídeo acima).

“Esses partidos estão discutindo candidatura única e falei sobre a hipótese de existir pelo menos dois candidatos, que são o PSDB e mais um. Mas existe, sim essa conversa entre esses partidos (de centro) para chegar a uma convergência em torno de um nome”, declara o senador.

Ele afirmou que “tem sentido simpatia” de lideranças do bloco de centro e defende uma candidatura “suprapartidária”, mas descartou unanimidade na escolha de um nome do centrão e disse que as decisões finais devem sair em julho, após convenções partidárias.

“Eles conversam com todos, não sabemos quem tem mais chance. Certamente todos acham que têm mais chance”, afirma o senador. “Também tem a possibilidade de desmembramento desse grupo. Há um esforço de coesão, mas há possibilidade de desmembramento. Se o nome não aglutinar todos, é possível que um ou outro se desloque”.

Nesta hipótese, segundo afirma, ele concorreria à Presidência da República isolado no Podemos, usando um discurso “mais contundente em relação à ruptura” – que ele chama de ‘refundação da República’.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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