Arthur Virgílio detona Dória, MBL e Bolsonaro

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Arthur Virgílio, prefeito de Manaus, pretende concorrer com Gerado Alckmin nas prévias do PSDB para ser o candidato do partido à presidência da República.

Em entrevista ao UOL, o prefeito de Manaus e ex-senador pelo PSDB, Arthur Virgílio, detonou o prefeito de São Paulo João Dória.

Depois de Goldman, mais um tucano de primeiro escalão disparou contra o prefeito da capital, em uma demonstração clara de que Dória se tornou um estranho no ninho tucano, e terá de decidir se fica no partido e na prefeitura ou se sai para se candidatar à presidência da República por outro legenda.

Em viagem a Belém do Pará, para receber o título de cidadão da capital, Dória participou do evento católico Círio de Nazaré, em mais uma movimentação de pré-candidato à presidência da República.

Virgílio ironizou: “Vi que o Doria vai ao Círio de Nazaré, em Belém, neste ano. É uma festa imperdível, mas ele vai lá pra fazer aquele show… Isso é uma coisa velha, caduca. Será que ele vai andar com os fieis no Círio? Será que ele vai tocar na corda?”

Sobre a Gestão Dória, o prefeito de Manaus disse o segue:

“Ele prometeu o fim das filas no atendimento de saúde, fim de não sei mais o quê. Nada disso aconteceu. Nada disso teve prosseguimento. Agora, ele anuncia um programa de privatizações, e as pessoas que trabalham comigo dizem que falta solidez jurídica sobre o que ele está falando. É coisa muito mais pra ir pro Twitter e pro Facebook, pro Instagram. Quando a Prefeitura de Manaus tem algo bom a divulgar e não o faz, eu brinco com meus secretários dizendo pra gente mandar essa notícia pra equipe do Doria. Eles são muito bons nisso. Governar a cidade de São Paulo é mais importante que governar a Argentina, mas ele fica dando a entender que pode ser candidato (à Presidência) e ainda com insinuações de que, se não for candidato pelo PSDB, pode ser por outro. Que história é essa?”, questionou.

Arthur Virgílio chamou Dória de despreparado

“Eu acho que ele não deveria ser candidato. Acho que ele não tem legitimidade para ser candidato, não tem preparo. Ele vai dizer o quê? Que administrou a empresa dele? A empresa dele nunca produziu nada. A empresa dele produzia eventos com empresários e propunha algumas benemerências. E sempre com auxílio de governos de Estados e municípios. Não dá pra compará-lo com um Antônio Ermírio de Moraes, com um Abílio Diniz. Ele não tem vivência. Não tem cacife do plano privado e nem vivência pública para pleitear a Presidência da República. Está pleiteando por pura vaidade pessoal. Se embebedou com o poder. Em São Paulo, as pessoas já começam a reclamar. Ele tem nove meses de governo e o que ele fez muito foi mexer no Twitter, no Facebook e no Instagram.”

E sobrou até para o MBL (Movimento Brasil Livre):

“Eles (MBL) perdem ou não perdem a legitimidade como movimento social? Na minha opinião, perdem. Porque eles fizeram tudo o que disseram que não iam fazer. Se ligaram a uma liderança política, se ligaram a candidaturas, tiveram até candidaturas. Quando eu vejo isso, eu fico impressionado. Na medida em que o MBL trabalha por uma candidatura à Presidência e que tem como objetivo o enfraquecimento de outro partido, esse movimento não tem mais legitimidade nenhuma. Quais são as bandeiras desse movimento? Apoiar o João Doria? Isso não é bandeira. Essa bandeira eu não empunho. O fato é que já é voz corrente que só eles não sabem que todo mundo sabe que eles estão do lado do João Doria”, afirma.

Arthur Virgílio pretende ser candidato à presidência da República pelo PSDB em 2018, pra isso defende prévias no partido, e seu principal concorrente seria o governador de SP, Geraldo Alckmin. O ex-senador disse que Alckmin tem visão “paulistocêntrica”: “essa visão “paulistocêntrica” dele. Ele já fez Adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) para retirar incentivos fiscais e prejudicar a economia do meu Estado, de Goiás. Ele não entende de Amazônia. É cafona não entender de Amazônia. É out, pra usar linguagem de colunista. O Brasil sem a Amazônia seria um Chile mais gordinho. Um país sem grande expressão. O Alckmin precisa ser beliscado e acordar para as regiões Norte e Nordeste…”

Para Virgílio, Bolsonaro é fascista e homofóbico, justifica tortura e é consequência da falência dos partidos tradicionais. “O Bolsonaro não aguenta um peteleco num debate com ninguém. Pelo menos, não comigo. Ele é uma pessoa que não merece ter 18% de votos, não terá e, se depender de mim, não vai ter nem 1% porque eu levo todos os votos dele de maneira sensata”.

Link da entrevista aqui

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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