Candidato do Partido Novo defende programas sociais para tratar a pobreza extrema

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Em palestra a empresários (veja vídeo), João Amoedo, propôs abertura da economia, educação de qualidade e facilidade no empreendedorismo para reduzir a desigualdade social no Brasil.

Por Rafael Bruza

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, João Amoedo, declarou na manhã desta segunda-feira (14) que usaria “abertura econômica”, educação de qualidade e facilidades no empreendedorismo para reduzir a desigualdade social no Brasil.

“A desigualdade social será reduzida com maior abertura da economia, com a possibilidade de todos poderem empreender e principalmente com a melhora da educação de qualidade”, afirmou Amoedo. “O Governo tem sido um grande concentrador de renda, na medida em que paga faculdade para quem pode pagar, não equilibra as contas e mantém a taxa de juros e burocracia muito elevada, dificultando o empreendedorismo”.

O Independente citou os cidadãos que ficaram desocupados após a tragédia do edifício que caiu em São Paulo, ressaltando que havia gente na extrema-pobreza entre as vítimas, e questionou o que o candidato do Novo faria por brasileiros que vivem na miséria.

“Na zona da miséria, temos que ter programas de proteção como o Bolsa Família”, afirmou Amoedo. “Mas essas pessoas estão desempregadas por conta do modelo de Estado, por erros feitos na gestão do Governo Dilma. A solução da desigualdade e da pobreza não passa pela distribuição, mas sim pela geração de riqueza.

“A gente entende que programas sociais devem existir. É fundamental ter uma rede de proteção para a pobreza, como o Bolsa Família, que é muito positivo porque você dá o recurso para as pessoas, mas ele tem que ter em vista uma porta de saída para que as pessoas possam efetivamente ter a sua cidadania plena”, afirmou Amoedo durante a palestra (veja vídeo acima e a palestra, na íntegra, abaixo).

O candidato do Novo fez as declarações na Câmara de Comércio Americano (Amcham), durante palestra para empresários associados à entidade, onde mostrou gráfico que mostra o Brasil na 153ª posição no ranking de liberdade econômica e defendeu propostas de sua candidatura.

Crítica aos partidos tradicionais

Classificando-se como um “empresário do mercado financeiro”, o fundador do Partido Novo criticou os políticos que “usaram a máquina pública para se perpetuar no poder” e fez críticas aos partidos tradicionais.

“As mudanças só serão feitas por alguém de fora do sistema, de fora dos partidos tradicionais”, afirmou. “Temos que fazer tudo diferente, uma inovação na política. Queremos ganhar a guerra e não uma batalha”.

Amoedo também afirmou que o Partido Novo possui “processo de seleção” de candidatos e se posiciona a favor da redução de benefícios e redução de cargos comissionados usados por governantes eleitos.

O candidato também defendeu o fim do fundo partidário e do horário eleitoral gratuito – momento em que foi aplaudido pela plateia de empresários -, e propôs que as siglas se financiem com doações voluntárias de cidadãos e filiados.

Ele se posicionou a favor da Reforma Trabalhista ressaltando que colocaria mais “flexibilidade” nas leis, permitindo maior negociações entre patrões e funcionários.

Propostas

Para área da segurança pública, Amoedo defendeu uma maior integração entre Governo Federal, estaduais e municipais, valorização das polícias, combate ao crime organizado, reforma da Lei de Execução Penal, “para que a pessoa não cumpra apenas uma parcela da pena e saia”, e a revogação do Estatuto do Desarmamento.

Ao defender privatizações de estatais, João Amoedo afirmou que “o Estado é mal empresário”.

“Ele não consegue dar conta da segurança e da educação básica. Não tem por que administrar instituição financeira, posto de gasolina, explorar petróleo e correios”, afirmou.

Em contrapartida, o candidato do Novo afirmou que não quer correr risco de concentrar setores empresarias já caracterizados por monopólios ou oligopólios.

“Não queremos transformar monopólios públicos, como os Correios, em monopólios privados”, argumentou.

Amoedo também fez um discurso favorável ao corte de gastos públicos, ressaltando que os brasileiros pagam muitos impostos e recebem serviços públicos precários.

Ele acredita que o Brasil não necessita mais do que 12 ministérios e afirmou que a sociedade não deve debater a realização ou não da Reforma da Previdência.

“Temos que debater ‘como ela será feita’. Uma das dificuldades que o Governo Temer teve ao aprovar a Previdência existiu porque o aposentado vê o governante usando jatinho privado e depois recebe notícia da reforma e questiona se o político não cortará nada de si”, afirma Amoedo, sugerindo que cortaria próprios gastos para aprovar a Reforma da Previdência.

Confira a palestra de Amoedo na íntegra:

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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