Corregedoria vai apurar ações de promotores contra Richa, Haddad e Alckmin

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Investigação da corregedoria do Ministério Público analisa se os promotores destes três casos usaram as denúncias contra os políticos para “ganhar os holofotes durante o período eleitoral”.

Por Rafael Bruza * com informações do G1 e Carta Capital

Nesta quinta-feira (13), o corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel Moreira, decidiu apurar a conduta dos promotores que agiram na operação que prendeu o ex-governador do Paraná, Beto Richa, esta semana. Rochadel também determinou a análise de conduta dos procuradores que, no mês passado, apresentaram à Justiça ações contra Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, candidatos do PT e do PSDB à Presidência da República, respectivamente.

Com o início da apuração, a corregedoria deverá pedir informações aos promotores para que eles expliquem as ações contra os políticos em meio à campanha eleitoral.

“Determino a instauração de uma reclamação disciplinar com os membros do Ministério Público do Estado de São Paulo no polo passivo; uma reclamação disciplinar com o membro do Ministério Público do Estado do Paraná no polo passivo; uma reclamação disciplinar com o membro do Ministério Público Federal no polo passivo”, decidiu o corregedor.

O corregedor atendeu a um pedido de Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e diretor-geral do Senado.

O conselheiro pede que sejam analisados “o tempo decorrido entre a suposta prática dos crimes delituosos e a propositura das ações” para saber se elas foram aceleradas com o objetivo de impactar nas eleições.

Bandeira de Mello Filho diz ser evidente que um promotor não pode deixar de apresentar uma ação em que os procedimentos preparatórios foram concluídos “por acaso, à época da eleição”. Em contrapartida, também diz que não se pode reativar inquérito que “dormiu por meses” ou “praticar atos em atropelo” apenas com o objetivo de “ganhar os holofotes durante o período eleitoral”.

Denúncias

Haddad foi alvo recente de duas denúncias do Ministério Público Estadual relacionada a um suposto caixa dois recebido pela campanha do então candidato à Prefeito nas eleições de 2012. O promotor Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Lavagem de Dinheiro, denunciou o ex-prefeito paulistano por corrupção e lavagem de dinheiro. Já o promotor Wilson Tafner ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra o candidato petista à Presidência. As denúncias baseiam-se em depoimentos colhidos com empreiteiros da UTC em agosto deste ano.

Alckmin também foi alvo de uma ação do Ministério Público de São Paulo por um suposto recebimento irregular de 10 milhões de reais da Odebrecht via caixa dois para financiar sua campanha em 2014. O promotor responsável pela denúncia é Ricardo Manuel Castro.

Já Richa foi preso em uma operação chamada “Rádio Patrulha”, coordenada pelo Grupo de Operação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Já uma segunda operação, ligada à Lava Jato, prendeu seu ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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