Daphne Caruana Galizia, ‘um WikiLeaks na forma de uma única mulher’, assassinada no exercício da profissão

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Do Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta *  com informações do jornal português Expresso

A jornalista Daphne Caruana Galizia

Há alguns dias, a 16 de outubro, completou-se um ano do assassinato da jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, de 53 anos. Até o momento, três pessoas estão presas, porém, não se sabe quando serão julgadas. Também não se conhece o mandante do crime.

Daphne Caruana Galizia era uma jornalista investigativa que mantinha um profícuo blog onde realizava reportagens e matérias a respeito da corrupção em Malta, com ramificações na União Europeia e além. No dia 16 de outubro de 2017, seu carro explodiu em consequência de um explosivo a bomba, e seu filho, que ouviu o barulho da explosão, foi quem encontrou os restos mortais da mãe ao longo do caminho.

Ela era conhecida como “um WikiLeaks na forma de uma única mulher”. Por conta das reportagens de seu blog, “Running Comentary”, Galizia foi alvo de intimidação durante anos, foi processada por 43 vezes, presa duas vezes, cortaram a garganta de seu cão e atearam fogo à porta de sua casa, até que a mataram.

A escritora Margaret Atwood, autora de “O conto da aia” e “Alias Grace”, escreveu sobre o caso no jornal inglês The Guardian: “Depois da sua morte, o monumento em sua memória construído para nos lembrarmos que é preciso justiça foi destruído a mando do governo. Há imensos ataques à sua reputação e aqueles que querem apagar-lhe a importância e a nossa memória seguem impunes”.

Daphne é para nós um exemplo de jornalista e, infelizmente, do risco que corremos enquanto profissionais da imprensa.

 

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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