Depois da previdência, Câmara discutirá privatização da Eletrobrás e reforma tributária “fatiada” , diz Rodrigo Maia

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Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fala à imprensa (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou nesta quarta-feira (7) sobre as pautas que devem ser discutidas pelo legislativo após a conclusão dos debates a respeito da reforma da Previdência, prevista para ser liquidado até o dia 27 de fevereiro. De acordo com ele, entre os assuntos que passarão a ser tratados como prioritários, estão projetos de segurança pública, a privatização da Eletrobras, a reoneração da folha de pagamento, além da reforma tributária.

“A reforma tributária nós vamos começar a pensar isso. (Repórter – Mas dá tempo?) Depende do texto, se for um texto muito complexo, talvez não. Mas se a gente tentar fatiar e fazer uma parte agora, talvez a gente tenha sucesso”.

Em virtude das eleições, 2018 é tratado como um ano reduzido no legislativo, já que comumente a agenda da maior parte do segundo semestre é paralisada. Por conta disso, as pautas prioritárias já começaram a ser organizadas para discussão. Ainda nesta quarta, para examinar pedidos do Banco Central (BC), Rodrigo Maia se encontrou com o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn.

“Discutimos a agenda dele que já está colocada desde o ano passado, o cadastro positivo, a modernização do sistema de duplicata no Brasil que é muito importante, a possibilidade dos depósitos voluntários e iniciamos muito levemente a retomada de um debate que tem até um projeto de Lei, que eu acho muito importante, que é tratar a autonomia do Banco Central”.

O Banco Central é a entidade responsável pelo sistema financeiro de um país. É o BC que emite a moeda, por exemplo. Além disso, é a autoridade monetária que fixa a taxa básica de juros, que serve como referência para os juros que os bancos cobram dos clientes. No Brasil, o presidente do Banco Central tem status de ministro, e, por isso, é escolhido e pode ser demitido pelo presidente da República a qualquer momento. Os críticos desse modelo alegam que é preciso evitar interferências políticas em decisões monetárias. E para tal, seria preciso uma condução autônoma, com mandatos definidos e sem subordinação ao Poder Executivo.

Reportagem, João Paulo Machado, da agência do Rádio

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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