Dilma lidera para o Senado em Minas, Janot é o segundo, Aécio Neves é o quinto

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O Instituto Paraná Pesquisas mostra em dados coletados em Minas Gerais os petistas Fernando Pimentel, Lula e Dilma, como favoritos no estado para os cargos de governador, presidente e senador, respectivamente.

Fernando Pimentel lidera a estimulada para governador com 24,4%, contra 18,8% do prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Em outro cenário, sem Kalil, Pimentel salta para 31,1% e deixa Márcio Lacerda com 11,6%.

Para presidente da República Lula lidera com 25,9%, Jair Bolsonaro em segundo com 18,2% e João Dória em  terceiro exibe 11,2%, seguido por Marina Silva, 8,9%, Joaquim Barbosa, 8,5%, e Ciro Gomes, com 5,5%.

Em outro cenário Lula lidera com 25,8%, Jair Bolsonaro anota 19,1%, Joaquim Barbosa 9,4%, Marina Silva 8,7%, Geraldo Alckmin 7,9%, e Ciro Gomes 5,6%.

Os números que mais chamam a atenção são os para o Senado, por conta da presença da ex-presidenta Dilma Rousseff, alvo de impeachment em 2016.

A petista lidera a corrida com 16,9%, Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, é o segundo com 15,2%. Josué Alencar, do PMDB, surge em terceiro, 15,1%. Aécio Neves patina em quarto lugar, 13,1%. Josué Alencar é filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Quando no lugar de Dilma é apresentado o nome do governador Fernando Pimentel, o petista dispara na liderança com 24,6%, Janot vem logo em seguida com 15,5%, Josué Alencar tem 15,3% e Aécio Neves 13,9%.

As ironias da pesquisa. Aécio Neves foi um dos arquitetos do golpe parlamentar que apeou Dilma Rousseff da presidência. Dilma lidera e Aécio está em quinto e quarto lugar. O segundo colocado, Rodrigo Janot, é o procurador que liderou os trabalhos que investigaram a JBS e liquidaram a carreira política de Aécio Neves.

Cumpre lembrar que as suspeitas de arbitrariedades na reunião de provas e os gestos públicos questionáveis – tanto de Janot, fotografado em um boteco com o advogado de Joesley; como de seu ex-auxiliar, Marcelo Miller; deixou a operação e foi trabalhar para o escritório que defendia os irmãos Batista – arranharam a credibilidade da ação. Haverá um custo político e jurídico para Janot.

Ainda assim, o estrago causado ao neto de Tancredo Neves é praticamente irreversível, devido às evidências que pesam contra ele. A depender do andar da carruagem, e para preservar o foro privilegiado, Aécio Neves terá de ser candidato a deputado federal, quatro anos depois de sair de uma disputa para presidente da República em segundo lugar.

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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