Doria anuncia demissão de Soninha Francine através das redes sociais

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Em janeiro, Doria se envolveu em outro episódio com a ex-secretária ao criar a chamada “lei Soninha Francine”.

Por Rafael Bruza

Captura do vídeo

Nesta segunda-feira (17), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou a demissão da secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Soninha Francine (PPS), através de um vídeo de 2 minutos publicado no Facebook e em seu canal de Youtube, o João Doria News. Nas imagens, Doria aparece ao lado da ex-secretária e informa que ela fará parte do Conselho de Gestão da Secretaria.

“Hoje tivemos uma boa conversa, conversa produtiva, altiva, elevada e de muito sentimento, e chegamos a uma conclusão: a Soninha volta para o poder Legislativo, volta para a Câmara Municipal. Ela foi eleita vereadora (pelo PPS), vocês sabem disso e fará parte do Conselho de Gestão da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social”, afirma Doria no vídeo.

Doria diz que continua vendo Soninha com os “valores” de antes e afirma que não teve decepções com o trabalho da ex-secretária.

Após o anúncio do prefeito, Soninha afirma que aprendeu com a experiência na secretaria.

“Eu amei ser secretária de assistência social. Nunca imaginei que chegaria a exercer esse cargo. Foram quatro meses muito intensos, muito enriquecedores e eu volto para a Câmara com uma bagagem incomparável que eu não tinha há 111 dias. Contem comigo”, declara a vereadora, que foi eleita pelo PPS em 2016 com pouco mais de 40 mil votos.

Ela também se manifestou em seu perfil de Facebook.

Soninha foi vereadora pelo PT entre 2005 e 2007. Logo depois se filiou ao PPS e participou dos governos de Gilberto Kassab (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2010, a jornalista também editou o site do então candidato José Serra à Presidência da República.

Em 2016, Soninha fez campanha para João Doria para voltar à Câmara dos Vereadores. Em entrevista ao Estadão concedida em agosto do ano passado, ela manifestou apoio por Doria, se posicionou a favor do Impeachment de Dilma e disse que uma parte de seu eleitorado estranharia a decisão de apoiar o PSDB.

Atraso e constrangimento

Em janeiro de 2017, pouco depois de assumir, Soninha Francine chegou 40 minutos atrasada a um evento de limpeza urbana em que Doria se vestiu de gari.

Em resposta ao atraso da então secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Doria criou a chamada “lei Soninha Francine”, que determina uma “multa” para secretários municipais que chegarem atrasados a reuniões e eventos.

Segundo Doria, o funcionário que se atrasar 15 minutos teráque pagar R$ 200 de “multa”. Quem ultrapassar estes 15 minutos receberia R$ 400 de penalização.

O valor arrecadado nestas cobranças vai para um fundo gerenciado por Patrícia Bezerra, secretária de Cidadania e Direitos Humanos. Depois, será distribuído a instituições de caridade.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Formou uma parceria com um programador e lançou o Indepedente. Acredita que a mudança no mundo está dentro de cada um e trabalha para que seus leitores tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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