“É um símbolo budista”, diz delegado sobre corte em corpo de jovem

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Responsável pela investigação do caso da moça que diz ter sido agredida por eleitores de Jair Bolsonaro, Paulo Jardim também fez críticas à cobertura da imprensa.

Por Rafael Bruza, com informações do Zero Hora e BBC Brasil

Foto do símbolo, que viralizou nas redes sociais

O delegado titular da 1ª Delegacia de Porto Alegre, Paulo Jardim, que investiga o caso da jovem de 19 anosque relatou ter as costas riscadas com um canivete por eleitores Jair Bolsonaro (PSL), afirmou na tarde desta quarta-feira (10), que o símbolo riscado não é nazista, mas sim budista.

“Eu fui olhar o desenho que fizeram na barriga dela. É um símbolo budista, de harmonia, de amor, de paz e de fraternidade. Se tu fores pesquisar no Google, tu vai ver que existe um símbolo budista ali. Essa é a informação”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil.

Ele também afirmou que os autores da agressão ainda não foram identificados e que a menina relatou ter sido agredida no início da noite de segunda-feira por três rapazes após descer de um ônibus.

“O termo que ela usou foi que riscaram a barriga dela com um canivete e agrediram ela com socos. Ela estava usando uma camisa do ‘Ele não'”, resumiu o delegado.

Ele criticou a cobertura da imprensa sobre o caso e disse que veículos de comunicação estão “forçando uma barra, insinuando mil e uma situações que não é nada que tem nos autos”.

Ainda à BBC Brasil, o presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, Zalmir Chwartzman, não quis comentar as declarações do delegado.

“Temos que ter prudência e aguardar as investigações. A insanidade que tomou conta do país é assustadora. Cabe neste momento uma manifestação dos dois candidatos pedindo paz no Brasil. Há gente que faz loucura em nome de Deus, Alá, Moisés, Lula, Bolsonaro, mas o Brasil é maior que as pessoas e os partidos.”

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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