Governo Temer não prioriza o trabalho nem a produção, diz economista

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Por Cris Penha – economista

HOJE O BRASIL TEM UM GOVERNO QUE NÃO PRIORIZA O TRABALHO NEM A PRODUÇÃO, mas sim o rentismo e a especulação. Isso é o que acontece quando se coloca banqueiros pra tomar conta da economia, sem falar na quadrilha que tomou conta do governo. Não há ninguém nesse governo tucano temeroso comprometido com a geração de empregos. Pelo contrário: a crise também foi provocada com o objetivo de provocar desemprego em massa para que a pauta da reforma trabalhista fosse aceita como solução para o emprego quando na verdade serviu apenas para reduzir salários, destruir direitos dos trabalhadores e aumentar a informalidade.

Como o PIB no Brasil historicamente cresce puxado pelo Consumo das Famílias e não pelo Investimento, ao se produzir enorme desemprego, queda dos rendimentos, precarização, informalidade, uberização e pior, medo na população que ainda está empregada, o consumo não cresce. Ao acabar com a política de valorização do salário mínimo, ao retirar arbitrariamente milhões de famílias de programas sociais como Bolsa Família, ao congelar gastos sociais e investimentos públicos por 20 anos, ao ameaçar fazer uma reforma da previdência claramente prejudicial aos que ganham menos, o governo Temer do PMDB/PSDB/DEM/PP/Centrão, da mídia e da elite, sufoca e destrói qualquer chance da economia crescer, distribuir renda e gerar empregos. O resultado é o desemprego recorde que só cresceu com e após o golpe: 13% de desemprego e crescente precarização e informalização.

Não há o que comemorar. Mas há pelo que se lutar, desde que os trabalhadores se reconheçam como tal, independente de sua condição social. Se você vende sua força de trabalho, não vive de renda ou da especulação, se é um pequeno ou médio empresário ou profissional liberal, você é um trabalhador. É preciso defender os direitos dos trabalhadores e o direito a um trabalho digno com salário decente. Todo trabalho, do mais simples ao mais complexo, precisa ser valorizado. Não se pode tolerar, em pleno século XXI, pessoas sendo escravizadas no campo e na cidade, crianças sendo exploradas (inclusive sexualmente), trabalhadores recebendo menos que um salário mínimo, ainda mais com a conivência do próprio governo que deveria justamente agir pela defesa dos interesses da maioria da população e do que é certo e justo. Que os trabalhadores retomem a consciência, reflitam sobre tudo que está acontecendo no Brasil e no mundo e percebam que sem união, se entender que a luta de classes que não acabou, sem tomar partido, a desgraça atual é apenas o começo de um processo de escravidão moderna que favorece apenas 1% da população. Nessas eleições, se coloquem como trabalhadores, defendam seus próprios interesses, parem de acreditar nas falácias da mídia e elejam quem realmente está ao lado da classe trabalhadora e do setor produtivo. Antes que todos virem estatística de um modelo econômico excludente.

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