Homem hostiliza Manuela D’Ávila e é liberado pela PM do Paraná

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A pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB criticou a ação policial dizendo que os agentes “não ouviram a vítima” antes de liberar o homem.

Por Rafael Bruza

A pré-candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila, conversa com um agente da PM do Estado após o ocorrido / Foto (Facebook)

A pré-candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila (PCdoB) concedia entrevista à Rede Bandeirantes, nesta segunda-feira (09), quando um homem desconhecido saiu da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Lula está detido, e a hostilizou gritando “chupa” e frases a favor do deputado federal, Jair Bolsonaro. Após a provocação, segundo parlamentares aliados de Manuela, o homem retornou na sede da PF acompanhado por dois agentes e foi liberado sem se identificar previamente.

O caso foi relatado através de transmissões ao vivo feitas diretamente de Curitiba.

“Meu problema é que ele saiu lá de dentro (da sede da Polícia Federal) e voltou com dois policiais do lado. Esse é o problema. Ataquezinhos e essas coisas infantis de meninos que não prestam conta não tem problema. Eles gostam de abraçar, de falar chupa e fazer essa baixarias deles. O problema é que eu quero saber quem é”, disse a deputada. “Estava tentando fotografá-lo porque eles (policiais) têm obrigação de falar quem ele é, porque esse não posso deduzir que ele é o carcereiro. É isso? Um cara que vem aqui provocar?”.

O cidadão que hostilizou a pré-candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila

A deputada relata que viu o homem conversando com policiais antes do ocorrido e retornou à sede da PF após a provocação. Fotografias e a imprensa registraram imagens do homem, mas ele não foi identificado pela Polícia.

Um agente da Polícia Militar do Paraná conversou com os parlamentares aliados do ex-presidente Lula durante transmissão ao vivo feita no perfil de Facebook do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e declarou que os agentes não viram crime no caso na distância em que estavam.

“Que aconteceu? Diversos policiais estavam ali e nenhum deles constatou uma questão criminal ou de contravenção. Nós temos duas situações, a primeira que envolve a senhora e este relato, que foi seguido por policiais, sem que eles constatassem situação de crime”, disse o agente, que não foi identificado. “A segunda parte é a presença dele ali dentro. Os policiais fizeram que ele não ficasse ali no local. Retiraram ele porque ele não poderia estar (na sede da PF).  Eu não vi o que aconteceu e não posso mudar isto. Da distância que os policiais estavam, não constataram uma situação de crime ou contravenção. Tem a imagem da pessoa. Ele saiu pelo bloqueio de baixo”.

Manuela D’Ávila ironizou a ação da polícia.

“Vocês Eles (policiais) autorizaram ele a sair sem me ouvir. Não me ouviram e saíram escoltando a ele. A agredida, no Brasil, como sempre não é ouvida”, lamentou a deputada ao policial.

“Aquela situação é complexa porque havia várias pessoas conversando ali. Repórteres e várias pessoas tratando desse assunto. Era difícil ouvir a pessoa. Então ali tivemos que tomar esta atitude porque não foi constatado crime”, concluiu o agente.

A sede da Polícia Federal em Curitiba recebeu manifestações contrárias e favoráveis ao ex-presidente Lula, que está preso no local desde o sábado (07), quando a Polícia dispersou com violência cidadãos favoráveis ao ex-presidente.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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