Homens andam de mãos dadas na Holanda em protesto contra espancamento de casal

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Ronnie Sewratan-Vernes e Jasper Vernes-Sewratan foram agredidos essa semana por apenas andar de mãos dadas na rua e o caso ganhou repercussão na Holanda.

Por Rafael Bruza

O ministro do Emprego e Assunsots Sociais, Lodewijk Asscher, e o primeiro-ministro do país, Mark Rutte em foto a favor da campanha / Foto – Reprodução (Twitter)

O casal Ronnie Sewratan-Vernes e Jasper Vernes-Sewratan foi espancado no domingo (02) por pelo menos 6 adolescentes de 14 a 18 anos em Arnhem, interior da Holanda. Ronnie perdeu quatro dentes da frente e teve uma rachadura em outro, Jasper teve as costelas quebradas e ambos foram xingados por simplesmente estarem juntos na rua. Em resposta, políticos, embaixadores, policiais e cidadãos comuns do país, muitos deles heterossexuais, resolveram se manifestar contra este caso e começaram a andar de mãos dadas para sinalizar igualdade e liberdade.

O casal contou a história no Facebook e se manifestou contra o espancamento.

“Uma bela noite virou um pesadelo. Que isso ainda possa acontecer em 2017 é incompreensível e difícil de entender”, escreveu Ronnie no texto, que foi compartilhado mais de 7,6 mil vezes.

Os agressores tinham origem marroquina, segundo o casal, e usaram um alicate

Dois suspeitos foram presos e outros quatro tiveram ligação com o crime. As investigações ainda estão em curso.

Mãos dadas

Após a agressão, internautas criaram a hashtag #allemannenhandinhand (“todos os homens de mãos dadas” em holandês) para demonstrar apoio a Ronnie e Jasper pelas redes sociais.

O nome foi inspirado no tuíte de uma jornalista que questionou se todos os homens, heterossexuais ou homossexuais “podem andar de mãos dadas”.

Logo várias figuras públcias começaram a tirar fotos de mãos dadas com outros homens.

Políticos, jogadores de futebol, atores, cidadãos e até policiais.

O ministro do Emprego e Assuntos Sociais, Lodewijk Asscher, por exemplo, tuitou uma imagem de mãos dadas com o primeiro-ministro do país, Mark Rutte.

Jogadores de futebol de um clube da cidade de Nijmegen, próxima a Arnhem, onde a agressão homofóbica ocorreu, também entraram na campanha.

N.E.C. keert geweld tegen homo's de rug toe. #allemannenhandinhand #handinhand #morethanfootball @npo3fm

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Policiais também entraram na causa.

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