Intimado para depor sobre ocupação do tríplex, Boulos diz que PF faz ‘gesto de intimidação’

0

O pré-candidato do PSOL afirma que a manifestação no tríplex atribuído à Lula foi “rápida e simbólica”.

Por Rafael Bruza

Integrantes do MTST colocam bandeira do movimento Frente do Povo sem Medo no tríplex atribuído à Lula no Guarujá (esq.) e o pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos (dir.)

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (05) que a Polícia Federal faz um “gesto de intimidação” ao intimá-lo a depor no inquérito que apura a ocupação ao tríplex do Guarujá, atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em abril deste ano.

“Foi uma manifestação rápida e simbólica. A Polícia Federal, em um gesto, resolveu intimidar. São ossos do ofício. A gente sabe que vai ter que enfrentar essas resistências. Mas vale a pena fazer o que a gente acredita”, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole.

Boulos prestará depoimento na quinta-feira (07). O psolista é líder do MTST, movimento de moradia que ocupou o tríplex atribuído à Lula durante 4 horas. Ele não participou da ação, mas manifestou apoio aos manifestantes através das redes sociais.

Na ocasião, a Polícia Federal afirmou que enviou peritos ao edifício para avaliar eventuais danos ocasionados durante a invasão. Preliminarmente, a equipe constatou que a porta principal foi arrombada. A delegada responsável pelo caso instaurou um inquérito de “esbulho possessório” – quando há uma invasão violenta a um bem alheio.

A manifestação do MTST era contra a prisão do ex-presidente.

“Se o triplex é do Lula, podemos permanecer. Se não é, por que ele está preso?”, argumentou o integrante do MTST, Josué Rocha, na época. De acordo com ele, mais de 50 pessoas foram ao triplex, e outros 100 manifestantes ficaram na rua.

O grupo estendeu faixas com as mensagens “Povo Sem Medo”, “Se é do Lula, é nosso” e “Se não é, por que prendeu?”, na sacada do apartamento. “Queremos provocar essa discussão. Eles não têm provas de que o triplex é do Lula, não há nenhuma prova da propriedade, a condenação é uma farsa”, disse mais cedo.

A manifestação acabou após a Polícia Militar dar um prazo para que os militantes deixassem o imóvel.

No Facebook, Boulos afirmou que os deputados federais do PSOL, Luiza Erundina e Ivan Valente, o acompanharão no depoimento.

Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro após o magistrado entender que a construtora OAS pagou R$ 2,2 milhões em propina a ele por meio da entrega e a reforma do apartamento, em Guarujá. Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região aumentaram a pena dele para 12 anos e um mês de prisão.

Lula se entregou à Polícia Federal em março, após as decisões judiciais.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

Facebook Twitter LinkedIn 

Comente no Facebook