Manuela D’Ávila e vice-presidente do Senado pedem a demissão de Pedro Parente

0

Em sua página no facebook, Manuela D’Ávilla, pré-candidata à presidência da República, pede a demissão de Pedro Parente, da presidência da Petrobrás.

 

A candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, defendeu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, em seu perfil de Facebook, nesta quarta-feira (23).

“A ‘equipe econômica dos sonhos’ está levando o Brasil para um pesadelo de graves consequências sociais. O liberalismo entreguista está quebrando o país em tempo recorde”, disse Manuela. “O risco, nesse momento, é que a situação de caos incentive os aventureiros. Não seria a primeira vez na historia do nosso continente. É bom sabermos que a situação atual é justamente fruto dos ataques à democracia, do golpe, da interferências do judiciário na política, da falta de respeito à vontade popular”.

“Se faz necessária a imediata demissão de Pedro Parente e a suspensão da irresponsável política de reajuste automático dos preços e o fim da entrega do pré sal as multinacionais”, concluiu a candidata à Presidência pelo PCdoB.

Mais pedidos de demissão

O vice-presidente do Senado Federa, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) também defendeu a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobrás.

Segundo o tucano, Parente vem demonstrando resistência em alterar a política de preços dos combust´vieis da companhia, em meio a protestos de caminhoneiros em todo o país por conta dos reajustes diários.

“É insustentável a política de fazer reajustes diários. Não há como ter previsibilidade, sobretudo num país continental como o Brasil”, disse Cunha Lima, em plenário. “E, se o presidente da Petrobras insiste em manter essa politica, que o presidente da República exerça a sua autoridade, se é que ainda tem alguma autoridade, e demita o presidente da República exerça a sua autoridade, se é que ainda tem alguma autoridade, e demita o presidente da Petrobras.”

“A arrogância com que o presidente da Petrobras trata o país não pode ser acatada”, disse. “Não é possível, diante de um país que está derretendo como o nosso, achar que a posição técnica de um burocrata seja maior do que o interesse de todos nós”,concluiu.

Pedro Parente

Pedro Parente foi chefe da Casa Civil da Presidência da República, de 1 de janeiro de 1999 a 1 de janeiro de 2003, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, de 6 de maio a 18 de julho de 1999, secretário executivo do Ministério da Fazenda e ministro de Minas e Energia, em 2002, durante o governo do Fernando Henrique Cardoso. Na época, ficou conhecido como “ministro do apagão”, por ser o coordenador da equipe durante a crise no abastecimento de energia elétrica do país. Desde 2010, foi CEO e presidente da Bunge Brasil, uma das maiores tradings do mundo, que disponibilizou seus ativos do setor sucro-alcooleiro para se concentrar nas rentáveis operações com grãos, oleaginosas e alimentos processados.

No dia 19 de maio de 2016 foi indicado pelo presidente Michel Temer ao cargo de presidente da Petrobrás.  Seu nome foi submetido e aprovado, pelo Conselho de Administração da empresa, requisito essencial para assumir o cargo. Sua posse ocorreu em 1º de junho.

A greve

Os caminhoneiros entraram hoje (24) no quarto dia de manifestações contra o preço elevado dos combustíveis. Na noite desta quarta-feira (23), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. A decisão, segundo ele, busca contribuir com uma possível trégua no movimento da categoria.

Em Brasília, há registros de postos fechados, com estoque de combustível zerado. Em São Paulo, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do estado, José Alberto Paiva Gouveia, informou que, desde o início dessa quarta-feira (23), os postos de abastecimento do estado não receberam combustível, e há estoque para operar só por até três dias. No Rio de Janeiro, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município (Sindcomb), ao menos metade dos postos da capital estará, nesta quinta-feira, sem algum dos três combustíveis: gasolina, diesel ou etanol.

Não existe uma organização líder da paralisação, por BBC-Brasil

Não existe uma organização que possa ser apontada como líder da paralisação – na verdade, a proposta de greve começou a circular de forma espontânea em redes sociais e grupos de WhatsApp de caminhoneiros. Mas uma das principais entidades envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos.

Outros sindicatos de caminhoneiros se juntaram aos protestos ao longo dos dias, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil (Unicam). O movimento acabou engrossado pelos caminhoneiros de frota também – isto é, por aqueles que são contratados, com carteira assinada, por transportadoras.

“Começou com os autônomos. Mas como a situação está ruim para todos, as empresas (e os motoristas contratados por elas) também aderiram. E aí surgem várias associações, várias pessoas querendo representar. Tem também alguns que são pré-candidatos (às eleições de 2018)”, diz o caminhoneiro Ivar Schmidt, um dos principais líderes dos protestos de caminhoneiros de 2015, que afirma não estar à frente das movimentações atuais.

O último balanço dos grevistas, do começo da noite de quarta, mencionava 253 pontos de protestos, atingindo 23 Estados brasileiros e o Distrito Federal.

Como começou a paralisação? O governo foi alertado?

Sim, o governo recebeu avisos de entidades sindicais dos caminhoneiros sobre a possibilidade de uma paralisação.

No dia 16 de maio, a CNTA apresentou um ofício ao governo federal pedindo o congelamento do preço do óleo diesel e a abertura de negociações, mas foi ignorada. No dia 18 (última sexta-feira), a organização lançou um comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, o que de fato ocorreu.

Segundo a CNTA, a paralisação estava sendo discutida “pelos caminhoneiros e sindicatos da categoria, nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas”.

Um vídeo publicado na página do Facebook Transporte FORTE Digital, no último sábado, já convocava os motoristas para a greve.

À BBC Brasil, a entidade sindical disse que, apesar da reunião com o governo na quarta-feira, a paralisação foi mantida e não há data prevista para o fim do movimento.

Íntegra aqui

Comente no Facebook