MDB lança pré-candidatura de Henrique Meirelles à presidência. Renan Calheiros detona!

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Nesta terça (22), o MDB lançou a pré-candidatura de Henrique Meirelles à presidência da República

Em evento chamado de “encontro com o futuro”, nesta terça (22), o MDB lançou a pré-candidatura de Henrique Meirelles à presidência da República, com a participação do presidente em exercício Michel Temer. Foi apresentado também o programa com as propostas para o Brasil que o partido apresentará nas eleições.

O presidente da República disse que escolheu Meirelles porque ele “é o melhor dentre os melhores”. E tem todas as condições para estar à frente não só do partido, mas da campanha eleitoral”.

“A Presidência da República exige liturgia, rito, educação, paciência, responsabilidade, competência, boa fé e, acima de tudo, um tom conciliador,” enumerou. “Fiz essa escolha por esse homem simples de Goiás para ganhar
o mundo. Fiz a escolha pela seriedade, respeito e caráter do Meirelles, independente de visões políticas e ideológicas”, anunciou.

O presidente destacou ainda que o documento “Encontro com o Futuro” aponta “diretrizes para a continuidade”. “A tese é a seguinte: queremos progredir ou retroceder? Esta é a grande pergunta que deve pautar nossos encontros”.

Michel Temer criticou candidatos que se apresentam como a salvação do país. Ele defendeu que a população vote não apenas em um candidato, mas em um programa. Temer apelou aos emedebistas: “não aceitem quem só fala o que fazer. É preciso mostrar o como fazer”. “Não podemos brincar porque a crise volta”.

Em tom centrista e conciliador, Henrique Meirelles afirmou “Tenho preocupação com o radicalismo que segrega. Sou radical, mas na liberdade em seu sentido mais radical, onde todos são livres para escolher seu caminho. Sou radical da economia forte. Muitos me perguntam porque colocar meu nome a disposição do partido. Digo que não é por que, mas para que o radicalismo não permaneça”.

Entrevista de Henrique Meirelles ao Independente aqui

Na mesma linha, o presidente completou “Não somos radicais na defesa dos extremos. Espero que você seja o único candidato de centro, e que continue o que começamos”, completou Michel Temer.

As alfinetadas dos emedebistas são direcionadas a Jair Bolsonaro, considerado de extrema-direita, e líder nas pesquisas, sem Lula. Outros alvos são os candidatos de esquerda que, para Temer, apontam soluções, mas não dizem como farão as mudanças. O recado também é direcionado para o mercado e as forças políticas e econômicas, Michel Temer está a dizer que se o Brasil mudar de rumo a crise poderá voltar.

O presidente também falou da necessidade de manter o MDB unido em torno da candidatura de Henrique Meirelles, “Pode haver divergência, mas divergência que será resolvida até a convenção nacional. Mas, vamos parar com essa história de ‘ah, não. Mas eu não. Eu vou para tal lugar. Eu não apoio o Meirelles. Eu não apoio fulano.’ Não pode. Então, saia do partido! Não é verdade? Não é possível isso aí. Temos de ter unidade absoluta”.

Renan Calheiros

Poucas horas depois do lançamento da pré-candidatura de Henrique Meirelles, o senador Renan Calheiros (MDB), adversário de Eduardo Cunha e Michel Temer, disparou ataques contra a pré-candidatura do ex-ministro à presidência da República, “essa pré-candidatura rebaixará o MDB em todos os estados, já perdemos sete senadores e 15 deputados por causa desse governo [Temer]. Essa candidatura não passará de pré, pelas maldades que eles têm feito com o povo”.

À imprensa, Romero Jucá alegou que não concorda com as posições de senadores críticos da candidatura de Meirelles, como os casos de Roberto Requião (PR) e Renan Calheiros (AL), mas que as composições estaduais serão livres, “Não vai haver a proibição de nenhuma composição estadual”, afirmou Jucá. “Vamos fazer campanha com a realidade que nós temos.”…

Assista discurso do senador Renan Calheiros:

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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