Milhares de aposentados vão às ruas da Espanha para defender aposentadorias

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O Governo concedeu um aumento irrisório de 25% e os aposentados foram protestar por valores que consideram justos.

Coluna de Adrián Argudo (Madri)

Um fenômeno. Aposentados se lançaram às ruas espanholas, com chuva e frio em algumas localidades, para lutar por pensões que cada vez perdem valor, enquanto eles perdem poder aquisitivo. O Governo aumentou o pagamento de aposentadorias em apenas 0,25%. Ou seja, aposentados que recebem 600€ passam a ganhar 0,25% a mais que isto, ou seja, 601,50€. Eles consideram um aumento insultante.

A princípios de 2018, uma campanha de comunicação feita através de mensagens instantâneas viralizou e incentivou os aposentados a protestarem contra a situação. O resultado no primeiro trimestre do ano, está sendo potente e os próximos encontros prometem dados de participação cada vez maiores.

Os idosos da Espanha ajudam seus filhos e netos com as aposentadorias que recebem. Traduzindo, o dinheiro deles, nestas situações, é usado para levar a família adiante. Por isto uma das gotas d’água finais para os mais velhos foi o baixo aumento feito pelo Governo de Mariano Rajoy (do PP, conservador). Também é preciso considerar que a Espanha possui aposentadorias de 500 ou 600 euros, que obriga os idosos a escolherem entre comprar comida ou pagar a conta de luz.

A última manifestação ocorreu no sábado, 17 de março, com uma resposta extraordinária dos aposentados. Capitais como Madri, Barcelona e Bilbao receberam milhares de cidadãos aposentados que também se esforçaram em animar os jovens a participar com eles, entendendo que os mais novos precisam defender seu futuro.

O Congresso espanhol está atualmente debatendo este tema. Esperam-se novas marchas desta geração que lutou em sua época, mas que, em sua velhice, volta a dominar as ruas para proteger os direitos que custou tanto para conquistar.

Formado em jornalismo e pós-graduado em Comunicação pela Universidad Carlos III de Madrid. Apresentador de televisão na Espanha e editor-chefe no jornal regional de Madri Nuevo Cronica. Correspondente do Independente na Espanha. Serviçal do jornalismo. Professor. Torcedor do Atético de Madrid.

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