Moro joga cascas de banana pelo caminho de Lula

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Por Edson Pereira

Vista do depoimento do ex-presidente Lula / Foto – Reprodução

Lula respondeu aquilo que Moro perguntou, mas Moro, em momento algum, mostrou algo palpável, para que Lula pudesse, pelo menos, tangenciar sobre o que estava sendo perguntado. Verdadeiras cascas de banana as perguntas de Moro, sem pé e nem cabeça. Como quando o magistrado pergunta: o “senhor (Lula) conhece esse papel rasurado de quem é” ou este “outro papel em branco”, para ficar nestes exemplos. E a imprensa assistindo a tudo, querendo documentar o crime de Lula. E o que dizer da ciência jurídica, tentando entender os papéis “rasurado” e “branco” como peças comprobatórias do inquérito feito pelo Ministério Público Federal (MPF)?

A Ciência Jurídica e o Jornalismo, neste momento, se sentiram, imagino, sem pai e sem mãe, num mato sem cachorro, diante da imbecilidade em considerar como provas um “papel em branco e o outro rasurado”. Jornalismo e ciência, mesmo não sendo neutros, carecem um do “experimento” e o outro de “comprovação”.

Moro se comportou como um rábula no episódio dos papéis, para ser educado. Então, no caso de Moro, não há ciência jurídica que explique tamanha imbecilidade em se apoiar nos autos do MPF, que estão eivados de ilações, de ouvi dizer (delações) e do anacronismo de perguntas “cascas de banana”. Aliás, este último aspecto foi o que me causou espécie, Lula, um senhor já, ficou cinco horas ininterruptas falando para Moro, algo impensado para qualquer jovial depoente antes de Lula, ou seja, a farsa foi montada para se tentar pegar contradições pelo cansaço do depoente.

Moro tentou, por várias vezes, enredar Lula neste emaranhado de contradições, reformulando as mesmas.

Eu que acompanho a Lava Jato, não vi até o presente momento tal conduta de Moro, que se nega a repassar, por exemplo, informações aos defensores de Lula e o mesmo não respeita as própria oitivas que assina, aduzindo coisas de última hora, na velha tática de jogar pelo caminho dos advogados e de Lula cascas de bananas jurídicas. Moro não é jornalista e nem cientista, é antes, um juiz e, ao que parece, não se comporta como um magistrado, mas como quem gosta de futricas. Por fim, registre-se, Moro adora as luzes da imprensa, mas não é jornalista. Como os pirilampos diante das luzes fortes da mídia, um dia o prelado poderá se queimar por esta atitude de se escudar por trás da imprensa. Por Edson Pereira Filho, jornalista, escritor e professor.

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