“Na hora que pensar bobagem, não fala” diz Lula, sobre Ciro Gomes

0

Em conversa com jornalistas, nesta quarta (21), no Instituto Lula, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez os seguintes comentários sobre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro:

CIRO GOMES

O Ciro faz mal para ele próprio. O problema do Ciro não é que os ataques dele vão me prejudicar. Vão prejudicar a ele mesmo.

Nem tudo o que a gente pensa a gente pode falar. Na hora em que pensa bobagem, não fala.

Mas eu gosto dele, sou muito agradecido a ele.

Ciro é inteligente. Mas a inteligência tem que ser usada para ganhar as eleições. Tem que ter cuidado com as palavras.

Quando o Ciro tomar a decisão de ser candidato de verdade, ele terá que saber que o que a gente fala pesa muito, contra a gente mesmo.

Jair Bolsonaro

O Bolsonaro vai até onde o povo quiser que ele vá. Eu sinceramente não vejo como você fazer uma campanha destilando ódio. A urna é um lugar de depositar esperança. Na urna você não deposita ódio. Então eu tenho que fazer uma campanha vendendo coisas que eu acredito serem possíveis fazer para melhorar a vida do povo brasileiro.

A política foi demonizada. Não é de graça que se demonizou a política. A demonização da política tem interesses políticos. Quanto menos a sociedade acreditar na política, quanto mais ódio tiver, mais fascista será a sociedade.

Esse Congresso atual é a cara do povo em 2014. O povo foi votar permeado pelo ódio.

Tem muita gente que vai na Paulista fazer protesto mas não tem coragem de dizer em quem votou. Tem vergonha.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha aqui 

Resumo completo do café da manhã de Lula com jornalistas aqui

Ciro X Lula

Na palestra “Um Novo Rumo para o Brasil” (aqui)realizada nesta segunda-feira (18), em Campina Grande (Paraíba), Ciro Gomes afirmou que Lula não aprendeu nada com o golpe:

“Em 2002, fui candidato a presidente, não venci, apoiei o Lula no 2º turno, Roberto Freire me botou para fora do partido e apoiou o Serra. Aí virei ministro do Lula, veio o Mensalão, a turma afrouxou e eu fiquei lá todo dia 6 e meia da manhã para desconjurar o Golpe que se levantou contra ele. Aí chega 2006, abri mão de ser candidato e apoiei a reeleição dele (Lula)”, conta Ciro Gomes, que segue o relato.

“Em 2010, depois de passar cinco anos dizendo que eu seria o candidato, ele resolveu escolher a Dilma, que tem experiência anterior zero… Apoiei a Dilma, depois da rasteira que sofri, e disse que era um absurdo colocar o Michel Temer na vice (vice-Presidência) porque, se o povão não sabia, eu e o Lula sabíamos que o Michel Temer é isso aí. Nós sabíamos. Aí veio 2014, eu, zangado, votei na Dilma de novo. E aí veio o Impeachment, o Ceará deu dois terços dos votos contra o Impeachment. Só o Ceará deu dois terços dos votos contra o Impeachment”, declarou. “Fiquei lá com ela (Dilma) até última hora dela sair. Apesar de ter nomeado o Levy como ministro da Fazenda, de ter feito toda a bobagem que fez, eu não mudo de lado e não mudarei de lado. Agora eu não aceito mais o seguinte: depois de tudo isso e de um Golpe de Estado no país, o Lula não aprendeu nada. Aí vai fazer uma caravana e se abraça com o Renan Calheiros em Alagoas agora”, declarou Ciro Gomes, rendendo aplausos na plateia.

SAIBA MAIS: Lula não aprendeu nada com o golpe, diz Ciro Gomes 

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

Comente no Facebook