‘O principal problema do PSOL é ser um partido pequeno’, diz Ivan Valente

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(Assista) O deputado federal do PSOL também defendeu Guilherme Boulos de críticas que o apontam como “invasor de terras”, por compor a a coordenação do movimento de moradia, MTST.

Texto e edição: Rafael Bruza – Entrevista: Bruna Pannunzio

Na quinta-feira (16), durante debate de candidatos ao Governo do Estado de São Paulo na TV Bandeirantes, o deputado federal, Ivan Valente (PSOL/SP), fez uma análise ao Independente sobre as condições de seu partido nas eleições de 2018 (assista a entrevista completa acima).

“O principal problema do PSOL é ser um partido pequeno, com pouco tempo de TV e sem recursos. Mas tem ética na política, coerência e um programa. Então é uma questão de tempo, persistência e pertinácia”, afirmou o deputado.

Na entrevista, o deputado também defendeu o candidato de seu partido à Presidência da República, Guilherme Boulos, de críticas que o classificam como um “invasor de terras”, por ser membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) – as críticas costumam ser feitas por páginas conservadoras ou liberais, como “esta”, “esta” ou “esta”.

“O Boulos é defensor da reforma urbana. A ocupação de terra ociosa, assim como a do campo com latifúndios improdutivos, pretende forçar a reforma agrária, reforma urbana. Mas o Guilherme Boulos é um candidato preparado para discutir qualquer questão. Reforma tributária, dívida pública brasileira, outa política econômica, ambiental, etc.”, diz o deputado.

“Pode existir preconceito contra isto (o papel de Boulos no MTST). Mas ele vai vencer mostrando a capacidade programática e a competência ética na política que o PSOL carrega”, concluir Valente.

Sobre o MTST

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se define como “um movimento que organiza trabalhadores urbanos a partir do local em que vivem: os bairros periféricos”.

“Não é e nem nunca foi uma escolha dos trabalhadores morar nas periferias; ao contrário: o modelo de cidade capitalista é que joga os mais pobres em regiões cada vez mais distantes”, afirma a descrição do MTST em seu site.

Financiado através de uma campanha no Catarse, que reúne R$ 9,1 mil por mês, o movimento ocupa terrenos improdutivos ou ociosos de zonas periféricas do país acreditando que ocupações são “direitos legítimos”.

O MTST coordena ocupações de larga escala, como a Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo (SP), que foi considerada a maior do coletivo até terminar em abril, quando moradores deixaram a área após acordo com o governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

No acordo, que foi mediado pela Justiça, o governo se propôs a entregar 2.400 casas aos integrantes do movimento. Em troca, o MTST desocuparia a área, de 78 mil metros quadrados, que pertence à construtora MZM.

As famílias deixaram o local em abril.

O deputado federal, Ivan Valente (PSOL/SP), em entrevista ao Independente / Foto – Rafael Bruza/Independente

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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