Para o MBL, programa do Facebook contra fake news é ‘censura’

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Facebook anunciou parceria com agências Lupa e Aos Fatos, especializadas em checagem de notícias.

Por Rafael Bruza

Kim Kataguiri, coordenador nacional do MBL, que será candidato a deputado federal pelo DEM

Páginas que produzem conteúdo político na Internet reagiram ao programa de verificação de notícias do Facebook, anunciado na quinta-feira (10), em parceria com a as agências de checagem Lupa e Aos Fatos. O programa atende a uma antiga promessa do Facebook, mas foi classificado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo blog de Esmael Moraes como “censura” e uma “piada”, respectivamente.

A partir da semana que vem, as agências começam a avaliar notícias denunciadas por internautas do Facebook e vão classificar quais publicações na rede são verdadeiras ou falsas, usando metodologias próprias e alinhadas com a International Fact-Checking Network (IFCN), da Poynter – instituto global de jornalismo.

“Os conteúdos classificados como falsos terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa no Feed de Notícias. Páginas no Facebook que repetidamente compartilharem notícias falsas terão todo o seu alcance diminuído”, afirma a nota do Facebook. “Esse mecanismo permitiu cortar em até 80% a distribuição orgânica de notícias consideradas falsas por agências de verificação parceiras nos Estados Unidos, onde a ferramenta já está funcionando há algum tempo”, diz a empresa.

Os posts avaliados como falsos também serão impedidos de ser impulsionados por publicidade paga.

Resistência

Em nota, o MBL afirmou que o Facebook oficializou a “censura” e “ameaça continuidade da Lava Jato e da luta contra a corrupção”.

“O Facebook nunca havia ido tão longe. Eis que nesta quinta-feira, 10 de maio de 2018, a empresa de Zuckberg finalmente tirou a máscara: em notícia publicada pela esquerdista Revista Piauí, a Agência Lupa, igualmente com viés de esquerda e controlada pelo Grupo UOL, anunciou uma parceria com a empresa de Zuckeberg para implantar oficialmente a censura na rede social no Brasil”, diz o movimento. “A oficialização da censura é ameaça direta a Lava-Jato”.

A Agência Lupa possui parceria com o Portal UOL, onde seu site está hospedado, mas não é controlada pelo Grupo Folha (conglomerado dono do UOL), ao contrário do que o MBL diz.

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O blog do Esmael Moraes também reagiu ao anúncio do Facebook.

“O Facebook anunciou uma parceria com a Agência Lupa, uma fake news, para checar fake news neste ano eleitoral no Brasil”, diz publicação do blog. “A Agência Lupa e afins existem para enxergar apenas o que interessa aos parceiros políticos e econômicos (…) Resumo da ópera: os partidos e os candidatos têm que abrir o olho para que o Fakebook não fraude as eleições no Brasil”.

 MBL acusado de divulgar fake News

O Movimento Brasil Livre foi um dos canais de comunicação responsáveis pela difusão de um boato sobre a vereadora do PSOL, Marielle Franco, nas redes sociais.

Na ocasião, o grupo compartilhou post do site Ceticismo Político, controlado por um perfil fake chamado Luciano Ayan, já excluído pelo Facebook, que mostrava declaração da desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

A declaração da desembargadora, publicada originalmente pela Folha de S. Paulo, continha informação falsa, e atingiu milhares de pessoas, segundo pesquisa do Monitor do Debate Político no Meio Digital publicada no final de abril.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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