Para se salvar, Michel Temer condena indígenas e o meio-ambiente

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Governo Temer estabelece legislação dura para indígenas e flexibiliza para grileiros e o agronegócio.

Para se salvar na votação da Câmara em plenário pela aceitação ou não da denúncia do procurador-geral da República Rodrigo Janot, o presidente Michel Temer passa por cima do meio-ambiente e das populações indígenas para conquistar os votos de 221 parlamentares ligados ao agronegócio.

O governo federal está a retirar 27% da Floresta Nacional (Flona) da unidade de preservação de Jamanxin, sudoeste do Pará, para legalizar grileiros e posseiros dentro da área. A redução representa 349 mil hectares de terras, o que representa o dobro da cidade de São Paulo.

O governo aprovou parecer determinando que somente terras ocupadas por indígenas até 1988, no momento da Promulgação da Constituição, poderão ser demarcadas.

Já grileiros que invadiram terras na Amazônia até 2011 terão suas terras legalizadas, bastando pagamento de uma fração dos preços de mercado. O limite vigente até então era 2004.

Matéria de o Globo mostra que o governo pretende flexibilizar regras para licenciamento ambiental, liberação de agrotóxicos e venda de terras para estrangeiros. Link da matéria.

Na escala de prioridades do presidente Michel Temer, o meio-ambiente e a saúde das pessoas estão em segundo plano, quando o alvo é seu pescoço.

O esforço descomunal de Michel Temer para se livrar da apuração pelo STF da denúncia de Janot denota uma confissão de culpa, segundo o senador Roberto Requião, que, em vídeo, afirmou estar perplexo com o congelamento de investimentos e a liquidação das reservas ambientais no balcão de negócios fisiológicos do governo federal.

Assista:

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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