Petroleiros ignoram liminar e deflagram greve pedindo demissão do presidente da Petrobras

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Descumprindo liminar do TST, petroleiros exigem demissão de Pedro Parente e mudança na política de preços de combustíveis no país.

Por Rafael Bruza com informações da Agência Brasil

Manifestação de petroleiros na Refinaria de Duque de Caxias / Foto (Facebook)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP)  anunciou nesta quarta-feira (30) que a paralisação de 72h da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia, a despeito da liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva.

Com a greve, os petroleiros pretendem baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, se posicionar contra a privatização da Petrobras e exigir a saída imediata do presidente da empresa, Pedro Parente.

Na terça-feira (29), o Tribunal Superior o Trabalho (TST) considerou a greve “abusiva” e “realizada para incomodar”. Logo estabeleceu multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e também estão impedidos de travar o trânsito de mercadorias e pessoas nas refinarias.

De acordo com o diretor do Sindpetro/MG e da FUP, Alexandre Finamori, a greve não tem intuito de causar desabastecimento.

“Essa greve de 72 horas não tem a finalidade de desabastecer o mercado. Entendemos o momento de crise e nossa intenção é mostrar que temos a capacidade de parar a planta. Os tanques estão cheios e vamos negociar a produção visando não prejudicar ainda mais a sociedade”, afirmou Finamori.

Pelo balanço da FUP, os trabalhadores cruzaram os braços nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

A FUP informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Pedro Parente ignora reivindicação

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, classificou a greve como “política”. Parente disse que o movimento não apresentou uma pauta reivindicatória e que houve um acordo, no ano passado, com vigência de 24 meses, incluindo reajuste salarial.

“Houve uma convocação de greve por parte de alguns sindicatos para três dias a partir de amanhã. Não existe pauta reivindicatória porque a pauta reivindicatória é muito mais de natureza política do que propriamente uma pauta de caráter de vantagens incluindo remuneração”, afirmou Parente, ao participar de uma teleconferência com investidores e analistas de bancos.

Carta

Parente disse que foi encaminhada ontem (28) uma carta aos funcionários da Petrobras, alertando sobre os riscos de uma paralisação para o país e a sociedade.

“Fizemos uma carta de toda a diretoria a toda a nossa força de trabalho, que é uma força de trabalho, que tem operado nessa situação de crise com extrema dedicação engajamento e visão da relevância de preservarmos e minimizarmos os riscos para a operação da empresa”, disse.

Paralelamente, Parente afirmou que a Petrobras intensificou a comunicação com os empregados para evitar eventuais prejuízos, se a paralisação for deflagrada: “Confiamos que nossos colaboradores entendam o momento que estamos vivendo e esperamos, é nosso desejo, que de fato a gente possa passar por isso sem maiores consequências para a operação da empresa”.

 

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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