Petroleiros iniciam paralisações contra privatização da Petrobras e preços de combustíveis

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) realiza atos por todo país nesta segunda-feira (28) e convoca greve de 72h a partir de quarta-feira (30), exigindo demissão do presidente da empresa, Pedro Parente e mudanças na política de preços de combustíveis.

Por Rafael Bruza

Trabalhadores protestam diante da Sindiquimica (PR) / Foto – (Facebook)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou uma “greve nacional de advertência” de três dias, que começa a partir das 23:30  de terça-feira (30), “para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da Petrobras e pela saída imediata do presidente da empresa, Pedro Parente”, segundo nota da entidade. Nesta segunda-feira (28), a FUP já realiza um “dia Nacional de Luta”, com atos públicos e mobilizações feitas em refinarias de diversas localidades do país.

O objetivo dos protestos é denunciar “os interesses que estão por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender ao mercado e às importadoras de derivados”.

A greve pode complicar a situação de desabastecimento que ocorre em diversas capitais e cidades do país.

Os petroleiros defendem mudanças na política de indexação dos preços dos combustíveis, hoje atrelada ao mercado internacional.

“Os preços exorbitantes nas bombas refletem essa política. Além disso, temos produção suficiente para, em vez de importamos petróleo refinado, o país estar exportando”, disse ao jornal Estado de Minas,o sindicalista Anselmo Braga, coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro MG),

Se as pautas de reivindicação não forem atendidas neste prazo de três dias de greve, a paralisação será mantida por tempo indeterminado, segundo Anselmo.

“Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobrás e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa”, diz nota da FUP, divulgada no sábado (26).

“Se nós não falarmos para o povo que as plataformas da Petrobras estão sendo construídas na China, nos Estados Unidos e na Coreia, gerando emprego e engenharia lá, enquanto nós estaremos aqui no Estado do Rio de Janeiro com todos os entes fechados, o povo não vai saber”, afirmou Rangel, durante protesto na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

A FUP é filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e representa atualmente mais de 200 mil trabalhadores, aposentados e pensionistas de empresas do setor petrolífero no Brasil, inclusive do Sistema Petrobras.

“Essa greve se faz necessária para denunciar essa politica irresponsável do senhor Pedro Parente (presidente da Petrobras), que está sucateando nossas refinarias, abrindo nosso mercado para as importadoras, e que está elevando o preço dos combustíveis de forma abusiva, prejudicando gravemente a sociedade brasileira. Esse Governo não tem compromisso com o povo e a Petrobras é do povo. E por isso nós iremos fazer a greve”, afirma José Maria Rangel, Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em vídeo publicado nas redes sociais.

Há manifestações de petroleiros registradas em diversos Estados, como Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Bahia.

Veja imagens dos atos realizados nesta segunda:

 

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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