Presidenciáveis e PT comentam decisão de Temer por intervenção no RJ

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Presidenciáveis e PT reagem de modos diferentes ao decreto presidencial de intervenção militar na segurança pública, do RJ.

Os pré-candidatos à presidência da República e seus respectivos partidos reagiram à decisão de Michel Temer pela intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Veja:

MARINA SILVA

Marina Silva classificou em suas redes sociais a medida do presidente como extrema e complementou dizendo que a intervenção reflete “a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade”, e concluiu: “no âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal. Só espero que esta tenha sido precedida do mais responsável planejamento”.

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GERALDO ALCKMIN

O governador de SP aproveitou o momento para fazer propaganda do seu governo ao apresentar números que mostram melhoras nos índices de Segurança Pública do estado. Em destaque está a seguinte informação: “menor taxa de homicídios já registrada e menor índice do país” aqui

À folha (aqui), o governador chamou a medida de “extrema”, mas “necessária”. E defendeu a criação de uma “agência nacional de inteligência”, que integraria a atual Abin e outros órgãos, como a PF.

CIRO GOMES

O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, escreveu no facebook que a motivação para a intervenção federal na segurança publica do RJ é “mesquinha e politiqueira”, “para recuperar a ilegitimidade política de um governo caracterizado por uma agenda anti-povo, anti-nacional e pela metástase da corrupção generalizada”. Ciro elogiou o general Walter Braga Neto, escolhido para ser o interventor no RJ, “é o que há de melhor em nossas forças armadas. Sério, competente e com elevado espírito publico, deve ter o apoio de todos nós”. Mas alertou para os riscos de fracasso,  devido à falta de “inovações institucionais e uma convergência com um ministério público e poder judiciário muito diferentes do que temos”, e de os soldados perderem a vida por não terem ‘nenhum treinamento em segurança pública”.

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JAIR BOLSONARO 

Para o site O Antagonista, Jair Bolsonaro disse “é uma intervenção decidida dentro de um gabinete, sem discussão com as Forças Armadas. Nosso lado não está satisfeito. Estamos aqui para servir à pátria, não para servir esse bando de vagabundos”

PT – Partido dos Trabalhadores 

O PT soltou nota do partido e de suas bancadas no Congresso com a seguinte conclusão sobre a intervenção federal na Segurança do Rio de Janeiro “pode ser um perigoso passo para a consolidação e o aprofundamento de um estado de exceção no Brasil”.

A nota relaciona a crise da segurança pública com as medidas de austeridade fiscal do governo Temer “não se pode afastar a relação do agravamento da crise da segurança com o enfraquecimento do estado, falido por conta de um grave ajuste fiscal, promovido pelo governo Temer e intensificado pelo governo estadual do MDB, que afeta, inclusive, verbas para pagamento de policiais e investimentos necessários para políticas de segurança mais eficientes”.

O PT considera a medida um conjunto de “ações pirotécnicas de efeitos meramente propagandísticos […]”, e conclui “a direção do Partido dos Trabalhadores e suas bancadas no Congresso Nacional afirmam que o governo golpista não está realmente preocupado com a segurança da população, mas apenas com sua sobrevivência política”.

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Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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