Presidenciáveis se pronunciam sobre a greve e atacam governo Temer

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Com exceção de Geraldo Alckmin, pré-candidatos se manifestam sobre a greve dos caminhoneiros e centram críticas no governo Michel Temer. 

Ciro Gomes

Pré-candidatos à presidência da República se manifestam sobre alta de combustíveis e greve dos caminhoneiros.

Nesta quinta (24), Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT, escreveu no facebook:

“A alta dos combustíveis é uma aberração que praticamente nega a razão de ser da própria existência institucional da Petrobras. A política de preços adotada está equivocada e desrespeita a sua estrutura de custos. Toda a eficiência da Petrobras deve ser transferida para o interesse público brasileiro e é isso que nós vamos fazer”.

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Guilherme Boulos

No twitter, o pré-candidato do PSOL defendeu a revogação dos aumentos, “é preciso revogar os aumentos abusivos da gasolina, diesel e gás”, e completou: “a gasolina sai das refinarias da Petrobrás a R$2,03/litro. Chega para a população com quase 3 vezes mais. É preciso rever a política de tributação, focando na renda e patrimônio. E sobretudo enfrentar a agiotagem das distribuidoras e postos. O governo não pode só ficar assistindo”

Boulos chamou a política de preços de Temer e Parente de desastrosa, “gasolina a quase R$5 é resultado da desastrosa política de preços de Temer e Pedro Parente na Petrobrás. Subordinam a empresa pública aos lucros dos acionistas, com aumentos abusivos para a população. Por isso, o movimento grevista é legítimo. Os reajustes devem ser anulados já”.

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Manuela D’ Ávilla

Para a pré-candidata do PC do B, Michel Temer deveria demitir Pedro Parente. Leia:

“Estamos caminhando para uma situação de agudo agravamento da crise política e econômica. As aves de rapina que tomaram conta do país após o golpe, como de costume, foram com sede demais ao pote.

A “equipe econômica dos sonhos” está levando o Brasil para um pesadelo de graves consequências sociais. O liberalismo entreguista está quebrando o país em tempo recorde.

O risco, nesse momento, é que a situação de caos incentive os aventureiros. Não seria a primeira vez na historia do nosso continente.
É bom sabermos que a situação atual é justamente fruto dos ataques à democracia, do golpe, da interferências do judiciário na política, da falta de respeito à vontade popular.

Não há saída fora da garantia de um pleito limpo em 2018 no qual o povo possa escolher livremente entre os candidatos e os programas apresentados.

Se faz necessária a imediata demissão de Pedro Parente e a suspensão da irresponsável política de reajuste automático dos preços e o fim da entrega do pré sal as multinacionais”.

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Geraldo Alckmin (PSDB-SP)

Não se encontrou nas redes sociais do pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) até o fechamento dessa matéria uma manifestação do tucano sobre a greve dos caminhoneiros. O ex-governador de SP ainda tem esperanças de contar com apoio do MDB, nas eleições para presidente da República deste ano, uma crítica ao governo Temer poderia arruinar seus planos.

Álvaro Dias (Podemos)

Álvaro Dias pelo twitter publicou vários posts em defesa da greve, “os caminhoneiros têm toda razão em protestar contra a explosão no preço dos combustíveis. E esse é apenas um dos muitos problemas que eles enfrentam para poder trabalhar”, declarou aqui

Marina Silva (Rede)

Em Sabatina no UOL-SBT-Folha, Marina afirmou que o governo deveria ter se antecipado à crise “Temos que reconhecer que há um problema grave que está acontecendo nesse país. O presidente tem que ter a atitude de se antecipar aos problemas. Não é agir quando as coisas já estão fora de controle”

“A Petrobras teria como manejar, com a produção local de petróleo, o preço dos combustíveis por um período de tempo maior que um dia ao invés de depender do mercado cambial”, completou.

Jair Bolsonaro (PSL)

O pré-candidato à presidência da República, pelo PSL, publicou um vídeo nas redes sociais neste domingo (20) em apoio à paralisação dos caminhoneiros contra o aumento do preço dos combustíveis.

Bolsonaro aponta custos do pedágio, indústria das multas, valor do frete, condições das estradas, roubo de cargas e preço dos combustíveis como os principais problemas que afligem os caminhoneiros e diz que o Congresso se omite na questão.

“Os caminhoneiros buscam soluções para esses problemas, que interessam aos 200 milhões de brasileiros. Não têm encontrado eco no Legislativo. Sobrou-lhes o Executivo, que teima a se omitir. Somente a paralisação prevista a partir de segunda-feira poderá forçar o presidente da República a dar uma solução para o caso”,  completou o direitista.

 

*até o fechamento do texto não encontramos posicionamento do pré-candidato João Amoedo (Novo).

Jornalista e formado em ciência política pela UNESP, André Henrique já atuou como docente, assessor parlamentar e consultor político, mas é no jornalismo que o sociólogo se realiza profissionalmente, especialmente na editoria de política.

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