Princípios Editoriais

Introdução

O século XXI nos brinda com milhões de novas possibilidades e recursos. No jornalismo, atualmente temos um mundo de negócios em grande conglomerados que está decaindo tal qual os dinossauros, enquanto a transição tecnológica promove o nascimento de uma série de pequenos veículos, “pequenos mamíferos”, que vão ocupar o cenário deixado pelos grandes, possivelmente melhorando a qualidade do jornalismo prestado assim como a transparência com a audiência.

O Independente nasce justamente neste cenário e pretende ser parte dessa transição digital para melhorar a qualidade do jornalismo e fortalecer a opinião pública com conhecimento e consciência, de forma que cada cidadão sinta e exerça seu poder no seio da Democracia do Brasil. Centramos nossos princípios nos conceitos de serviço social, fundamentado nos direitos humanos e concentrado em promover o bem-estar nas relações entre seres humanos.

Em termos políticos, isto nos aproxima da centro-esquerda progressista, apesar de nossos compromissos editoriais permitirem posicionamentos livres e espontâneos que têm o simples objetivo de contar realidades e fatos importantes para o público brasileiro.

O fato é que há muito a ser feito na área de jornalismo e aproveitaremos o melhor da tecnologia para criar coberturas originais e benéficas à sociedade. O projeto inicialmente estará centrado em meu trabalho, mas com o tempo espero criar uma base de negócios que permita a contratação de outros profissionais, o crescimento do Independente e sua consolidação no cenário midiático brasileiro.

Vocês, meus amigos, são parte fundamental dessa história. Por isso abro o jogo e conto tudo que ocorre aqui dentro do Independente.

Nossa relação então está apenas começando e não duvidem em vir falar comigo para qualquer questão que considerem necessária.

Muito obrigado pela atenção e pelo apoio oferecido,

Rafael Bruza.

Índice

Seção I – Questões Jornalísticas e Editoriais

Capítulo 1 – Missão, Visão e Valores

  1. Missão
  2. Visão
  3. Valores

Capítulo 2 – O Jornalismo do Independente

  1. Questões internas
  2. Linha editorial
  3. A ideologia do editor-chefe

Capítulo 3 – A Cobertura Jornalística

  1. Questões técnicas
  2. Questões práticas
  3. As plataformas jornalísticas

Capítulo 4 – Políticas de Relacionamento

  1. Relacionamento com os cidadãos
  2. Política especial com apoiadores

Seção II – Questões Economicas, Financeiras e Plano de Marketing

Capítulo 1 – A Cooperativa de Jornalistas

Capítulo 2 – Financiamento do Jornal

  1. Detalhes de financiamento
  2. O financiamento coletivo recorrente

 

Seção I – Questões Jornalísticas e Editoriais

Capítulo 1 – Missão, Visão e Valores

Missão

Produzir jornalismo político de excelência na Internet, que preste serviço social, esclareça o cidadão sobre fatos de interesse público, direitos, responsabilidades na Democracia e se financie através de apoiadores ligados ao jornal.

Visão

Trabalhar em um modelo de cooperativa de jornalistas, ser financiado mensalmente por crowdfunding, ser referência entre portais digitais no Brasil graças à qualidade do conteúdo produzido e manter o intuito de auxiliar e servir o cidadão brasileiro com conteúdo jornalístico de utilidade pública.

Valores

Interação com o internauta

O contato com pessoas na Internet é parte do jornalismo do século XXI.

Responsabilidade social

O jornalismo é um serviço social, feito para promover o desenvolvimento e a mudança social, a coesão social, o empoderamento e a promoção da pessoa, além do desenvolvimento e fortalecimento da Democracia.

Utilidade pública

Os conteúdos produzidos servem a algum fim necessário ou construtivo para a sociedade e/ou para os seguidores do Independente.

Transparência

Espontaneidade para falar sobre questões internas como contabilidade, ideologia dos jornalistas e/ou intenções editoriais, em uma lógica da controle social.

Igualdade salarial

Os profissionais ganham por horas de trabalho em um sistema proporcional.

Conteúdo gratuito

Todo material pode ser reproduzido de forma livre e gratuita.

Respeito a todas as ideologias

Apesar de ter ideologia própria, existe o compromisso de respeitar e compreender as diferentes ideologias da sociedade.

Capítulo 2 – O jornalismo do Independente

1. Questões internas

O Independente é um projeto jornalístico político iniciado em fevereiro de 2016 pelo jornalista Rafael Bruza. A missão desse meio de comunicação digital é produzir um jornalismo político de excelência na Internet, que preste serviço social, conscientize o cidadão sobre fatos de interesse público, direitos, responsabilidades na Democracia e se financie principalmente através de apoiadores ligados ao jornal.

Funciona na Internet através de um site (“independente.jor.br”), da página no Facebook (IndependenteJor), perfil no Twitter (@IndependenteJor), Instagram (@IndependenteJor), G+ (independente Jornalismo) e Whatsapp.

O financiamento é feito principalmente através de apoios mensais de cidadãos interessados ou simpatizantes do projeto, em um modelo de negócios que rompe com a dependência da publicidade e dos vínculos partidários e/ou governamentais.

O Independente mantém contato direto e frequente com sua audiência, através de redes sociais e Whatsapp onde cidadãos e apoiadores podem conversar com os jornalistas para esclarecer dúvidas, entender detalhes internos de coberturas e fazer sugestões, críticas e conteúdos que podem ser publicados nas plataformas do jornal.

Todos os profissionais do projeto são cooperados entre si, possuem salários proporcionalmente idênticos, baseado nas horas de trabalho, e prestam diferentes serviços jornalísticos à sociedade, que financia a empresa em uma lógica de controle social e retorno ao apoio espontâneo mantido.

O contato e a interação com os internautas é base da relação entre cidadãos e jornalistas do Independente. Essa interação é valorizada para dar retornos serviçais todos que apoiarem o projeto livremente através do financiamento coletivo recorrente, onde os apoiadores oferecem quantias mensais para manter o projeto.

O financiamento coletivo recorrente garante liberdade para manter todos estes compromissos e minimiza as prioridades comerciais do jornalismo. Com isto, todos os conteúdos do Independente podem ser reproduzidos livremente pelos internautas.

Este conteúdo têm basicamente 15 funções jornalísticas:

(1) denunciar injustiças;

(2) compreender e mostrar realidades de interesse público em compromisso editorial com a verdade e sociedade;

(3) contextualizar temas atuais;

(4) expor corrupção seguindo princípios éticos da profissão;

(5) cobrar empresas e políticos;

(6) questionar preconceitos, rótulos e estereótipos;

(7) esclarecer temas complexos;

(8) se posicionar a favor dos direitos civis e humanos;

(9) apresentar informações úteis a cidadãos e consumidores;

(10) esclarecer divergências sobre posições políticas;

(11) destacar e/ou elucidar assuntos negligenciados ou distorcidos pela imprensa tradicional;

(12) incentivar o jornalismo cidadão;

(13) desmentir publicações falsas ou imprecisas;

(14) representar cidadãos através de gêneros de opinião e

(15) divulgar informações sobre si, como a linha editorial e as preferências políticas dos jornalistas responsáveis.

2. A linha editorial

A linha editorial de um veículo resume como ele enxerga o mundo e o que acredita ser melhor para gerar bem-estar e prosperidade.

O Independente segue uma linha editorial própria, baseada nos ideais democráticos e nos princípios do serviço social, que consiste em promover o desenvolvimento e a mudança social, a coesão social, o empoderamento e a promoção da pessoa, segundo definição global do “serviço social”, aprovada pela Assembleia Geral da International Federation of Social Workers (IFSW) e International Association os Schools of Social Work (IASSW) em Melborne, julho de 2014.

“A profissão de serviço social promove a mudança social, a resolução de problemas nas relações humanas e o reforço da emancipação das pessoas para promoção do bem-estar (…). Os princípios dos direitos humanos e da justiça social são fundamentais para o Serviço Social.” (IFSW, 2003).

Todos os jornalistas do Independente possuem ideologias próprias e são aceitos como tal por respeitar as leis e se inserir dentro dos amplos limites da liberdade de expressão.

Em paralelo, os profissionais se esforçam para trabalhar através dos princípios citados acima, num serviço jornalístico de conscientização e empoderamento do cidadão brasileiro como um indivíduo, feito justamente pela tomada de consciência que possibilitará escolhas felizes no futuro.

Boa parte da linha editorial do Independente provém da ideologia de seu editor-chefe, Rafael Bruza. Por isso, este profissional manifesta sua ideologia no espaço a seguir, após observações sobre a ideologia dos demais jornalistas.

Além disso, os jornalistas do Independente possuem ideias, visões e intenções políticas próprias. O jornal se compromete a falar sobre elas abertamente com sua audiência, sem pretender maquiar as próprias ideias com falsos discursos de objetividade absoluta.

Apesar de ter profissionais com diferentes linhas de pensamento, o Independente nasceu dentro da chamada “mídia alternativa progressista”, que trabalha na Internet, produzindo conteúdo jornalístico, e defende os direitos humanos, as liberdades individuais e os valores democráticos de forma incondicional. Também há um especial posicionamento a favor dos desfavorecidos e injustiçados social ou comercialmente, sejam eles ricos ou pobres.

Essas posições foram definidas pelo fundador e editor-chefe do jornal, Rafael Bruza, que orienta os demais jornalistas do projeto. Este profissional apresenta sua ideologia de forma resumida no espaço abaixo.

3. A ideologia do editor-chefe

Meu nome é Rafael Bruza, sou formado em jornalismo pela Universidad Carlos III de Madrid, na Espanha, e fundei o Independente em fevereiro de 2016 como um meio digital que pretende construir um modelo de negócios jornalístico para prestar serviço social à sociedade brasileira.

Minha tendência humanista, democrata e focada em políticas públicas governamentais me aproxima de ideologias de centro-esquerda.

Sigo o Espiritismo e na Umbanda como religiões. Esta espiritualidade incentivou minha intenção de ajudar os demais, mas principalmente quem realmente passa necessidades nesse planeta.

Mas rechaço correntes revolucionárias ou extremistas por entender que medidas radicais vem acompanhadas com a lógica de que “os fins justificam os meios”, desvirtuando toda boa intenção.

Na minha visão, os meios são mais importantes que os fins, pois são parte principal da caminhada da vida. Então escolho um caminho mais moderado, mas igualmente rígido em princípios humanos e de justiça social para alcançar o bem-estar e a prosperidade do país.

Aliás, pretendo obter este objetivo tomando a iniciativa e fazendo ao mundo aquilo que gostaria que fosse feito. Ou seguindo os exemplos de quem realmente vale a pena seguir. De minha parte, exerço o jornalismo com os compromissos, os métodos e os princípios que gostaria de ver nos demais profissionais de mídia.

Portanto, pretendo suprir as atuais carências informativas da sociedade e oferecer conteúdos que agreguem algo positivo às pessoas. Essa agregação pode vir em formato de reflexão, de um ponto de vista ainda não imaginado, de uma informação importante e até de um debate acalorado.

Consigo enxergar os sentidos construtivos que existem por trás de cada elemento do planeta Terra, inclusive os “ruins”.

Mas nunca defenderei princípios arbitrários, nem a violência ou a prática de crimes por ser consciente de que o dano a meu semelhante prejudicará a mim mesmo de diferentes formas. Por isso me distancio de ideologias à direita que defendem a ideia de que “bandido bom é bandido morto”, por exemplo. Tampouco me convence a ideia liberal, onde a valorização dos empresários supostamente gerará ações positivas para os mais pobres com a simples oferta de emprego.

Não. Acredito num caminho social, voltado aos brasileiros e feito com intuito de melhorar a vida de cada um oferecendo aquilo que o indivíduo precisa.

Concluindo, então, tenho uma linha ideológica de centro-esquerda, intervencionista e focada primordialmente em gerar igualdade e justiça social no Brasil.

Agradeço a toda atenção concedida e estou à disposição para atendê-los da melhor forma possível, através do jornalismo.

Muito obrigado,

Rafael Bruza.

Capítulo 3 – A Cobertura Jornalística

O Independente cobre política nacional e internacional, assim como assuntos sociais, ou seja, que envolvem o ser humano como indivíduo ou coletivo. Também há análises sobre imprensa e conglomerados de mídia, além de uma editoria reservada ao Estado de São Paulo e coberturas de eleições e manifestações políticas.

Os jornalistas do Independente estão atentos aos temas que repercutem na Internet e buscam formas construtivas, úteis e abrangentes de expor estes fatos, informações e realidades de interesse público. Mas também produzem e divulgam matérias próprias, alheias ou não a conteúdos de terceiros.

Como parte criadora do jornalismo político brasileiro, o Independente se compromete a falar a verdade sobre si, sobre os demais e sobre o mundo. Além disso, também tem a função de corrigir todas as informações equivocadas que forem divulgadas, assim como esclarecer os temas que gerem discórdia entre os cidadãos, mediando conflitos.

Todos os conteúdos do Independente podem ser reproduzidos livremente e os jornalistas se esforçam para ajudar os leitores da melhor forma possível, seja com contato direto ou não.

A cobertura do jornal está fundamentada apenas na verdade e na consideração e respeito pela opinião das pessoas.  Informações que não ajudem o cidadão a compreender fatos, informações e realidades de interesse público, assim como aquelas que tenham erratas ou imprecisões, serão objeto de retificação por parte do editor, conforme os princípios éticos do jornalismo.

1. Questões técnicas

A interação com a audiência e a cobertura do Independente são inteiramente feitas através das novas plataformas tecnológicas da Internet, como redes sociais, sites e aplicativos de mensagens instantâneas.

Em termos jornalísticos, a produção de conteúdo se divide em duas classificações simples: uma sujeita ao tempo e à atualidade e outra atemporal e sem vínculos necessários como presente.

No geral, o Independente observa diariamente os assuntos mais comentados na Internet para criar sua cobertura, mas sem esquecer os temas que chamam menos atenção na atualidade instantânea das redes sociais.

Dentro da cobertura destes fatos, o Independente busca abordagens originais, diferentes das usadas por outros meios de comunicação, que mostrem detalhes ocultos ou pouco valorizados por outros canais de imprensa, por questões políticas e sociais.

Além disto, o jornal possui liberdade absoluta para fazer publicações não sujeitas ao tempo. Nesse ponto, os únicos limites que o Independente segue são os da ética jornalística.

O foco é a construção de um jornalismo sobre Política, útil, responsável, ético, exercido em diferentes formatos e plataformas de mídia e feito diretamente por jornalistas, sem intermédios e busca primordial por lucros, mas sim por funcionamento coletivo estável, boas condições de trabalho e concretização por um exercício jornalístico construtivo e positivo para a sociedade.

O jornal irá crescendo conforme apareçam mais apoiadores. A tendência é que novos jornalistas sejam incorporados ao projeto, ampliando o ritmo, qualidade e quantidade das publicações, mas a prioridade é atrair apoiadores e jornalistas através de um exercício profissional ética e tecnicamente correto, priorizando o serviço jornalístico, não os lucros.

2. Questões práticas

O Independente produz conteúdo próprio e reproduz de terceiros que sejam de interesse público.

Em 2017, a imprensa e a sociedade brasileira estão politicamente polarizadas e divididas entre si. A divisão básica ocorre entre os famosos espectros de “esquerda” e de “direita”, apesar das diversas segmentações internas que existem nesses grupos.

De qualquer forma, essa divisão promove discursos descolados, interpretações diferentes da realidade e confusão de versões, onde informações se contradizem e mentiras muitas vezes se sobrepõem às verdades.

Tendo isso em mente, o Independente orienta seus profissionais a ter uma conduta jornalísticas que considere esses discursos descolados para criar conteúdo.

Na prática, isso significa que os profissionais devem selecionar o tema de interesse público, estudar com a maior profundidade possível como o mesmo é tratado nas mídias de esquerda e de direita, selecionar os aspectos, informações e contextos mais importantes do tema tratado para só então produzir o conteúdo definindo hierarquicamente a posição das informações.

Em pautas sujeitas ao tempo (quentes) isso pode ser feito com agilidade, consultando diferentes meios de comunicação.

Um exemplo: para falar sobre a declaração de algum político, o jornalista acessa sites à esquerda, como Carta Capital, Revista Forum, El País ou qualquer blogs progressista, analisa a forma que a notícia é apresentada e logo se dirige a sites mais à direita, como a Veja ou meios de comunicação liberais, como a Folha, a Globo, Estadão, entre outros, além de veículos da mídia alternativa desse espectro de direita, como o Implicante, o Jornal Livre, etc.

Esse esforço em ter contato com ambas as ideologias incentivará uma construção jornalística mais fiel à realidade e menos sujeita a um ou outro ponto de vista.

Logo as diversas prioridades dos jornalistas definirão os pontos de vista, informações ou opiniões que merecem mais ênfase no enfoque jornalístico. O Independente respeita essa decisão dos profissionais.

Em pautas frias, as pesquisas são ilimitadas. O ideal é que o jornalista tenha profundo conhecimento sobre o tema tratado, de forma que inclusive possa externar informações e opiniões não publicadas aos apoiadores do jornal.

A única recomendação do Independente apontam observação da ética jornalística e respeito pelos demais, assim como pelas leis.

Fora isso, os jornalistas têm liberdade para produzir pautas frias da forma que considerarem mais interessante.

3. As plataformas jornalísticas

O Independente trabalha na Internet através de um site (“independente.jor.br”), da página no Facebook (IndependenteJor), perfil no Twitter (@IndependenteJor), Instagram (@IndependenteJor), G+ (independente Jornalismo) e Whatsapp.

Cada uma dessas plataformas terá políticas próprias de difusão.

O site recebe conteúdos mais complexos, que exigem mais profundidade, explicação e espaço para serem apresentados. Os conteúdos lá publicados são originais do Independente ou reproduzidos. No caso de reprodução do conteúdo de terceiros, o link original será apontado no início da matéria.

A página no Facebook publica os links do site, imagens com textos informáticos, memes que trazem informação ou determinados pontos de vista interpretativos, vídeos, enquetes, GIF’s e qualquer outro conteúdo próprio dessa rede social.

O perfil no Twitter divulga as matérias jornalísticas publicadas no site, seja ou não através de hashtags. Também podem ser feitas coberturas ao vivo sobre eventos de interesse público.

O perfil no Instagram divulga fotos usadas na cobertura com pequenos resumos informativos ou interpretativos, relacionados com a imagem.

A página do G+ divulga os links do site.

O Whatsapp serve para desmentir correntes falsas que giram nessa rede social, para receber conteúdo e feedback dos internautas e para divulgar o conteúdo do site do Independente.

Capítulo 4 – Políticas de relacionamento

1. Relacionamento com os cidadãos

Os cidadãos podem contatar os profissionais do jornal através dos canais de comunicação sinalizados nestes Princípios Editoriais (redes sociais, site, email e Whatsapp) para esclarecer dúvidas, trocar ideias, fazer sugestões, críticas e inclusive produzir conteúdo a ser publicado.

Nas quartas-feiras, o editor-chefe do Independente dedicará mais horas para responder dúvidas e interagir com os internautas. Nos demais dias da semana, os cidadãos também podem entrar em contato com este profissional para esclarecer questões menos complexas, que demandam menos tempo de análise e estudo.

Nesta interação com a audiência, portanto, os jornalistas mantêm as portas abertas para a comunicação direta e individual com internautas, a fim de ampliar o serviço jornalístico do jornal e de completar o serviço social do jornalismo, que está envolvido nessa relação de confiança entre cidadão e profissionais de mídia.

Todas as ideologias são bem-vindas no Independente e os jornalistas se esforçam em aceitar/compreender até mesmo quem atenta contra as intenções deles.

2. Política especial com apoiadores

Além de toda interação natural do projeto jornalístico do Independente, os apoiadores financeiros desse canal de mídia possuem acesso ao “Grupo Independente”, um espaço reservado no Facebook exclusivamente a quem contribuiu financeiramente com o Independente.

Lá ocorrem debates, contatos diretos com jornalistas, trocas de experiências, apresentação de questões internas do jornal, como as prestações de contas, votações para certas decisões e promoções eventuais.

Ao contrário do atendimento ao público amplo, os apoiadores podem entrar em contato com os profissionais do jornal a qualquer momento e recebem mais dedicação à suas demandas.

Este contato pode ser feito através de publicação no Grupo Independente, envio de mensagem via Whatsapp ou mensagens no inbox dos jornalistas, que serão apresentados no grupo.

Apesar de depender dos apoiadores, o Independente ressalta que pretende ter a liberdade de publicar todo tipo de conteúdo, inclusive aqueles que não agradam parte ou a maioria de sua audiência. Mas se compromete em ter esse tipo de atitude de forma respeitosa e que nunca promova o menosprezo ou a ridicularização.

Seção II – Questões Econômicas

Capítulo 1 – A Cooperativa de Jornalistas

O Independente decidiu dividir salários de forma igualitária, baseada nas horas dedicadas aos serviços, para igualar as condições dos profissionais e incentivar a incorporação de novos jornalistas interessados nesse modelo.

O jornal, portanto, funciona em um esquema de cooperativa, onde todos os jornalistas são cooperados (espécie de sócios), tomam decisões em conjunto e dividem as receitas que entram por mês através de financiamento coletivo recorrente.

Dessa forma, o Independente consegue incentivar todos os profissionais a buscarem o melhor do jornal e do contexto em que estão inseridos, assim como concede uma garantia à sociedade de que as prioridades empresarias desse projeto de mídia não são lucros ou dividendos, mas sim o crescimento da função social do jornalismo e a contrapartida financeira que a sociedade oferece através de apoios interessados em contribuir com as intenções manifestadas nestes Princípios Editoriais.

Capítulo 2 – Financiamento do jornal

1. Detalhes de financiamento

O Independente se financia quase exclusivamente através de financiamento coletivo recorrente feito na plataforma Apoia.se, onde o internauta apoia um projeto concedendo pequenas doações a cada mês. A publicidade do Google Adsense exposta no site serve para pagar despesas de host e excessos são divididos igualmente entre os jornalistas envolvidos.

Com financiamento feito pela sociedade, o Independente pretende manter sua liberdade editorial de partidos políticos, governos e empresas, cuja proximidade com o setor de mídia no Brasil distorcem e prejudicam a qualidade do jornalismo exercido pelas empresas.

Além disso, o Independente acredita que a publicidade prende o jornalismo em uma eterna busca pela audiência que acaba por deturpar a qualidade do conteúdo produzido, assim como a proximidade com partido e ideologias políticas.

Então a proposta é financiar o jornalismo exclusivamente através do público, de forma que o Independente tenha interesse em trabalhar por e para a sociedade, ao invés de priorizar os interesses de empresas ou partidos políticos.

Dessa forma, os profissionais conseguem trabalhar neste novo modelo jornalístico de financiamento, sem depender do modelo de negócios tradicional da imprensa baseado na publicidade e na venda de conteúdo e/ou de espaços publicitários.

2. O financiamento coletivo recorrente

O financiamento coletivo consiste na obtenção de capital através de doações livres e espontâneas de colaboradores para realização de projetos. Na prática, são pessoas doando dinheiro à realizadores de um projeto de interesse público ou pessoal.

O financiamento coletivo recorrente funciona da mesma forma, mas em um modelo de apoios mensais e constantes, que sustenta o projeto durante os 12 meses do ano.

No setor de imprensa, esse modelo de negócios normalmente se usa para pagar despesas com salários, coberturas e manutenção técnica e física dos canais de comunicação, além de outros projetos para custeio de projetos específicos, como a realização de reportagens jornalísticas que são viabilizadas com doações de leitores interessados no tema proposto.

O Independente optou por se financiar através do público por se tratar do único modelo de negócios que garante absoluta liberdade editorial de empresas, publicidade, governos, partidos, políticos e qualquer agente interessado em utilizar comunicação jornalística para auto-promoção.

Logo, com o financiamento coletivo, surge uma relação de proximidade e até parceria entre jornalista e cidadão, os apoiadores do Independente possuem acesso exclusivo à prestações de conta do jornal, contato direto com os jornalistas responsáveis, participação na escolha de pautas, poder de voto em decisões importantes (como contratar outro profissional ou ampliar gastos com marketing), entre outras recompensas que compõem a relação jornalista-cidadão e melhoram a qualidade da prestação de serviço do jornalismo.

Dessa forma, o jornal pretende trabalhar exclusivamente de acordo com os interesses da sociedade e não privados ou individuais.

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