Promotoria da Espanha reitera condenação ao PP por lucrar com corrupção

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Promotoria Anticorrupção: o PP pagou campanhas com caixa 2 graças à Gürtel; o Ministério Público rebaixou a pena de Luis Bárcenas, ex-tesoureiro do PP, em três anos .

Análise – Por Adrián Argudo, em Madri (confira o texto em espanhol publicado no final da tradução ao português)

O presidente da Espanha, mariano Rajoy, do PP / Foto – Reprodução

Esta notícia foi uma das eclipsadas pelo debate sobre a independência da Catalunha. Em julho deste ano, em pleno inverno brasileiro, falamos no Independente sobre o PP e seus escândalos. Na ocasião, comentamos o depoimento que o presidente da Espanha, Mariano Rajoy, fez como testemunha na Audiência Nacional. Lembrem que estamos falando de Gürtel, uma das maiores tramas de corrupção já feitas na Espanha.

A trama Gürtel está vinculada ao Partido Popular – mais concretamente nos territórios de Madri e Valencia. Um nome vital neste esquema é do ex-tesoureiro do PP, Luis Barcenas, acusado de suborno, lavagem de dinheiro, calote, apropriação indevida e falsidade. O esquema está baseado em um sistema piramidal, onde os mal-feitores, em troca de compensações econômicas, obtinham adjudicações que eram uma fraude, selecionadas a dedo. Estamos falando de subornos e doações ilegais, dadas tanto a funcionários quanto a representantes públicos.

É o famoso caixa 2 do PP.

Vamos aos fatos: a notícia de última hora diz que o Ministério público entende e segue entendendo que deve manter sua acusação contra o PP do presidente Mariano Rajoy. Isso significa que, segundo a promotoria, o partido governista lucrou graças à esta trama de corrupção. Por outro lado, a promotoria decidiu baixar em três anos o pedido de prisão de Luis Bárcenas. Com isto, o pedido de prisão é de 39 anos e seis meses. A pena da mulher de Bárcenas foi mantida, mas poderia sair como cooperadora necessária. Entretanto, para o suposto líder do esquema, Francisco Correa, o tempo de prisão pedido pela promotoria foi mantido em 125 anos e um mês de encarceramento.

O julgamento de  Gürtel é feito concretamente na sessão numero 112 desta causa. Provém das conclusões do escrito que a promotoria Anticorrupção apresentou na Audiência Nacional, onde o PP, partido do Governo, repito, é o suposto responsável civil – à título lucrativo – da trama que apresentamos aqui.

Fica registrado que este partido de direita teve financiamento ilegal à mercê das doações de Gürtel para os diferentes atos eleitorais nos municípios madrilenhos de Majadahonda e Pozuelo.

Como indicamos, essas doações foram dadas em troca de favores em adjudicações. O montante passa dos 245 mil euros.

A promotoria também pediu condenação para a ex-ministra Ana Mato, que supostamente recebeu 30 mil euros para festas e viagens.

De sua parte, o vice-secretário de Comunicação do PP, Pablo Casado, afirmou que não tem nada a ocultar e que a direção nacional não sabia nada disto.

Versão em espanhol

Fiscalía española: reitera condenar al PP por lucrarse con la corrupción

 -Anticorrupción: El PP pagó campañas electorales con dinero negro gracias a Gürtel

-El Ministerio Fiscal rebaja en tres años la pena al extesorero del PP, Luis Bárcenas

Es una de las noticias que nos eclipsaba estos días el tema de la independencia en Cataluña. Ya hablábamos de este asunto en independente.jor.br en el pleno invierno carioca; en el mes de julio. Lo hacíamos a colación de la declaración del presidente de España, Mariano Rajoy, en calidad de testigo en la Audiencia Nacional. Recuerden que estamos hablando de Gürtel, una de las tramas de corrupción más grande que ha asolado en España. Gürtel se halla vinculada al Partido Popular, más concretamente en los territorios de Madrid y Valencia. Un nombre vital en todo este entramado es el del antiguo tesorero de los populares, Luis Bárcenas acusado de cohecho, blanqueo, estafa, apropiación indebida y falsedad. Se basaba en un sistema piramidal mediante el cual los malhechores, a cambio de compensaciones económicas, obtenían adjudicaciones que eran un fraude: a dedo. Estamos hablando de sobornos, donativos ilegales, tanto a funcionarios como a representantes públicos. Es la conocida como contabilidad B del PP.

Así las cosas, la última hora es que el Ministerio Fiscal entiende, sigue entendiendo, que debe mantener y mantiene su acusación contra el PP. Esto es que, según la Fiscalía, el partido presidido por Mariano Rajoy se lucró merced a esta trama de corrupción. Por otro lado, la Fiscalía ha decido rebajar su petición de pena de cárcel a Luis Bárcenas en tres años, viéndose reducida, por tanto, a 39 años y seis meses. A su mujer le mantiene la pena, pero podría salir como cooperadora necesaria. Sin embargo, para el presunto cabecilla, Francisco Correa, se queda igual la petición: en 125 años y un mes de prisión.

Es concretamente la sesión número 112 de esta causa, el juicio de Gürtel. Se infiere  de las conclusiones del escrito que Anticorrupción presentó en la Audiencia Nacional que el PP, que gobierna en la nación, es el presunto responsable civil a título lucrativo de la trama que nos ocupa en esta información. Queda acreditado que el partido de derechas tuvo financiación ilegal, merced a las aportaciones de Gürtel para los distintos actos electorales en los municipios madrileños de Majadahonda y Pozuelo. Como hemos indicado, esto era a cambio de favores en las adjudicaciones. El montante asciende a 245.000 euros. También pide condena para la exministra Ana Mato, a quien la trama le pagó casi 30.000 euros para fiestas y viajes.

Por su parte, el vicesecretario de Comunicación del PP, Pablo Casado, ha afirmado que no tienen nada que ocultar y que la dirección nacional no sabía nada de esto.

Formado em jornalismo e pós-graduado em Comunicação pela Universidad Carlos III de Madrid. Apresentador de televisão na Espanha e editor-chefe no jornal regional de Madri Nuevo Cronica. Correspondente do Independente na Espanha. Serviçal do jornalismo. Professor. Torcedor do Atético de Madrid.

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