‘Respeito muito Ciro Gomes porque sei de que lado ele estará’, diz Rui Falcão (PT)

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(Assista) O ex-presidente nacional do PT também disse que acredita em “gente do MDB e PSDB” se posicionando contra Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o PT.

Edição: Rafael Bruza / Entrevista: André Henrique (Rede Popular)

Minutos antes de protagonizar uma live de campanha em sua página de Facebook, o ex-presidente nacional do PT e candidato a deputado federal em SP, Rui Falcão, recebeu jornalistas do Independente e Rede Popular em seu escritório na zona sul de São Paulo, na última terça-feira (25), para uma entrevista exclusiva (assista acima).

Nela, o petista comentou perspectivas de seu partido nas eleições de 2018 e disse que respeita o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, de quem espera apoio em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL).

“Eu respeito muito o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes porque, primeiro, ele tem uma tradição democrática; segundo porque não apoiou o Golpe e, terceiro, porque, no caso de uma opção deste tipo eu não tenho dúvida de que lado ele estará”, disse Rui Falcão. “Acho também que muita gente do MDB, do PSDB e de outros partidos virá para o campo democrático popular, rejeitando uma candidatura autoritária, que lembra os tempos da Ditadura e tem declarações a favor da tortura. Os cidadãos e cidadãs de bem, que defendem a Democracia, estarão com Haddad no segundo turno”.

Questionado sobre eleitores que criticam alianças do PT com Renan Calheiros (MDB) e outros emedebistas que foram favoráveis ao Impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Rui Falcão respondeu que estes políticos também fazem campanha para Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, e que seu partido não pode fazer “concessões de princípio” na formação de alianças.

“Nos Estados em que a configuração partidária local segue outra direção, eventualmente, as alianças são feitas com pessoas que nos apoiam; ou seja, gente que foi conivente ou complacente com o golpe e agora, aparentemente, se retrata e vem para nosso campo. Candidatos do MDB ao Governo que apoiamos também fazem campanha pelo Haddad”, afirma. “Então nós trazemos para nosso campo, sem abrir mão do nosso programa, pessoas que alguns meses atrás estiveram do outro lado. É preciso que na montagem do novo governo, a gente preserve esse programa e não faça concessões de princípio nas alianças com candidatos, políticos, deputados e senadores do campo popular, de preferência”.

Rui Falcão espera que o PT esteja no segundo turno e vença as eleições. Também contou que não “trabalha” com a hipótese de que a população brasileira vai aceitar Jair Bolsonaro na Presidência da República, argumentando que o candidato “despreza as mulheres, discrimina os negros e quer privatizar tudo”.

Por último, disse que o ex-presidente Lula não pretende ser solto da prisão através de indulto do futuro presidente.

“Acho que temos que respeitar a vontade do presidente. Ele já disse que quer ser inocentado. Então não é o momento de discutir isso, passando por cima da vontade do presidente, que já declarou diversas vezes que quer sua absolvição porque é inocente”, concluiu.

O ex-presidente nacional do PT e candidato a deputado federal em SP, Rui Falcão, durante entrevista exclusiva ao Independente e Rede Popular / Foto (Rafael Bruza/Independente)

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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