Retrospectiva: o que o Brasil viveu em 2017

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Fatos importantes do ano e “o que esperar de 2018”.

Por Rafael Bruza

Ilustração

O ano de 2017 começou com uma grave crise no sistema penitenciário do Amazonas e terminou com o Governo Temer adiando a votação da Reforma da Previdência para fevereiro de 2018.

No meio de tudo isto, a nação viu um general do Exército falando abertamente em intervenção militar, conviveu com o primeiro presidente da história da nação a ser denunciado por corrupção passiva no Supremo Tribunal Federal (STF) e viu o mesmo Michel Temer sendo apoiado por dois terços da Câmara dos Deputados contra duas denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR).

No 1º semestre, o Independente fez publicações sobre:

Destroços do avião que caiu em Paraty (RJ) matando o ministro do STF, Teori Zavascki e mais 4 pessoas / Foto – Reprodução

queda do avião de Teori Zavascki (colocada em sigilo);

A nomeação de Alexandre de Moraes ao STF;

A greve da Polícia Militar do Espírito Santo;

O caos na segurança pública do ES;

O nome de João Doria lançado à Presidência da República;

A congelamento de 43,5% do orçamento da Cultura em SP (feito pelo prefeito tucano de SP);

O caso da travesti Dandara, espancada até a morte em Fortaleza;

O caso do menino morto após um soco de um segurança do Habib’s;

As denúncias da Operação Carne Fraca da Polícia Federal (além dos questionamentos do caso, como “este” ou “estes”);

Imagem aérea do protesto contra as reformas de Michel Temer no Largo da Batata (SP) / Foto – Reprodução (Mídia Ninja)

Os protestos de março contra o Governo Temer;

A aprovação do projeto de terceirização irrestrita  (que gerou críticas ao Governo);

A greve geral de abril;

O estudo do Ipea contrário à Reforma da Previdência;

A demissão ao vivo de Soninha Francine (feita por João Doria);

O violentíssimo atentado contra índios no Maranhão (onde um índio teve a mão decepada);

A absolvição da chapa Dilma-Temer no TSE;

A péssima posição do Brasil no ranking de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras;

O depoimento de Lula a Sérgio Moro;

O delator da JBS, Joesley Batista / Foto – Reprodução (Agência Brasil)

As caóticas delações da JBS, que citam Aécio Neves e Michel Temer (a ponto de tirar o cargo do primeiro e quase gerar a renúncia do segundo);

O racha na imprensa diante de um presidente acusado de corrupção;

As divisões dentro do PSDB causadas pela eventual candidatura de João Doria;

As brigas dentro da esquerda (Lula e Jean Willys);

As investidas de Temer e da bancada ruralista contra a floresta Amazônica;

Ouso do Exército em Brasília com aplicação de uma LOA, durante alguns dias;

A brecha na agenda do general do Exército brasileiro, Sergio Etchegoyen, que mostra um encontro com o chefe da CIA em Brasília, Duyane Norman;

O avanço da Reforma Trabalhista feito por um Governo acusado de corrupção (e pressionado pela oposição, a ponto de gerar confusão no Congresso);

A manutenção do PSDB na base de Temer;

E as investidas do Governo contra a equipe da Lava Jato (corte de recursos e de pessoal).

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no final de junho, quando a denúncia da PGR foi lida no plenário por primeira vez / Foto – Reprodução (Agência Brasil)

O 2º SEMESTRE

Independente fez publicações sobre:

Vista do depoimento do ex-presidente Lula / Foto – Reprodução

A condenação do ex-presidente Lula na Justiça (9 anos e 6 meses de prisão),

O nome de Rodrigo Maia lançado indiretamente à Presidência da República pelo mercado e empresariado (no caso de queda do Temer),

A venda legal de maconha em farmácias no Uruguai,

As declarações do General Mourão (defensor da intervenção militar, que não existe na Constituição Federal);

O crescimento de posições favoráveis a um Golpe Militar no país;

A derrota da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer,

A salvação de Aécio Neves no Conselho de Ética do Senado

O rompimento Renan Calheiros com o Governo e a retomada da aliança do peemedebista com Lula,

A troca no comando da Procuradoria Geral da República (saiu Rodrigo Janot, pressionado pelo Governo Temer, entrou Raquel Dodge);

Os dados sobre os super-ricos do Brasil,

Os débitos bilionários de instituições financeiras (como Itau e Santander) com a União,

A tese de doutorado que mostra aparelhamento da Justiça feita pelo Governo do PSDB no Estado de São Paulo;

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) vota a favor de Temer e contra a denúncia da PGR na quarta-feira (02) / Foto – Reprodução (Captura da transmissão da TV Globo)

A segunda salvação de Michel Temer na Câmara dos Deputados, com apoio de deputados da base contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR);

A indignação de eleitores evangélicos com políticos da bancada evangélica que votaram a favor de Temer;Os atos de extrema-direita nos EUA;

A sangrenta guerra às drogas nas Filipinas (onde a prática, penalizada com pena de morte, gerou morte de mais 7 mil pessoas);

A criança em questão toca o tornozelo do artista do MAM / Foto – Reprodução

A morte de Louse Hay, que propõe a cura de doenças através de pensamentos;

O agravamento das brigas internas do PSDB;

As campanhas moralistas contra exposições de arte na Internet; feitas por páginas de ativismo conservador;

A independência da Catalunha;

A queda eleitoral e política de João Doria;

Os vínculos internacionais do Movimento Brasil Livre (MBL);

E as críticas trocadas entre outros líderes de esquerda (Lula e Ciro Gomes)

E 2018?

Ano de eleições que definirão os novos governos do país. Espera-se uma campanha ferrenha na Internet, com abuso de notícias falsas e boatos (principalmente através do Whatsapp, como visto em outros períodos eleitorais), por parte dos candidatos e chapas.

Há dois acontecimentos importantes no início do ano: julgamento do ex-presidente Lula dia 24 de janeiro, com direito a protestos em Porto Alegre, e votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, dia 19 de fevereiro, quando o Governo Temer testará o potencial de aprovação desta reforma em ano eleitoral.

A Copa do Mundo da Rússia e as eleições para presidente, governadores e deputados destacam ao longo do tempo.

A tendência é que forças políticas do país se dediquem às campanhas, muitas vezes esquecendo-se de bandeiras, ideologias e até das virtudes, para transformar seus candidatos em governantes.

É difícil promover avanços na consciência e na realidade do país quando as principais lideranças políticas da nação estão em guerra verbal, moral e política.

Como indivíduos e eleitores, então, vamos evitar a regressão! Virtudes e princípios devem ter mais relevância do que os fins, pois queremos eleger os melhores governantes – e não quem mente e esconde melhor seus defeitos.

Michel Temer tentará aprovar a Reforma da Previdência em 2018

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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