Segundo Paulo Guedes, Bolsonaro nega a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil

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O ministro da Economia também declarou que “não sabe” se o Governo Federal vai privatizar a Eletrobrás e os Correios.

Por Rafael Bruza

Em entrevista ao Estadão, publicada no domingo (10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que gostaria de privatizar “tudo” no Brasil, mas apontou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, não pretende vender empresas como a Petrobras e o Banco do Brasil.

“De novo, eu gostaria de vender tudo e reduzir dívida. Agora, quem tem voto não sou eu, é o presidente. Aí ele diz: ‘Não vai vender a Petrobrás, não vai vender o Banco do Brasil…’”, relata Paulo Guedes, após ser questionado sobre a “lista de prioridades de privatização”.

O ministro não respondeu se o Governo vai privatizar os Correios e a Eletrobrás.

“Não sei não…”, disse Paulo Guedes.

As declarações de Paulo Guedes desagradaram grupos e sites que defendem privatizações, como O Antagonista, que é sócio da consultoria financeira, Empiricus.

Em post publicado nesta segunda-feira, o site questiona se o ministro “jogou a toalha” ao aceitar posições de Bolsonaro contrárias à privatização da Petrobras e do Banco do Brasil.

Captura de post no Antagonista contra as declarações de Paulo Guedes

Privatizações

Durante a transição, no final de 2018, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou que a privatização dos correios não “estava na pauta” do Governo Bolsonaro.

A privatização da Elebrobrás, por outro lado, prosseguiria no governo, segundo declarou o ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque Júnior, em janeiro deste ano.

A venda da Eletrobrás gera divergência entre especialistas. Críticos apontam que a privatização da empresa pode gerar aumento de tarifa e demissões em massa, além de colocar a gestão de águas nas mãos de empresas estrangeiras.

Defensores da venda da Elebrobrás, a sua vez, afirmam que o serviço prestado seria melhorado com a privatização da companhia.

Bolsonaro não se pronuncia

O presidente da República não comentou as declarações de Paulo Guedes até o momento. No Twitter, Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (11) que o Governo Federal vai realizar concessões de mais de 10 aeroportos no dia 15 de março.

Reforma da Previdência e PEC

Ainda na entrevista ao Estadão, Paulo Guedes afirmou que o Governo tem 260 votos para a Reforma da Previdência, que é tratada como prioridade.

“Explicitamente a favor são 160 votos, e mais 100 que dizem que estão juntos do governo (nos bastidores). Isso sem nenhuma negociação espúria. Faltam 48 votos”, afirma.

Guedes também afirmou que o trâmite da Reforma da Previdência não impede que sua pasta promova outras propostas que exigem mudanças na Constituição, como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Pacto Federativo.

“Nós vamos falar das outras medidas, sim. Por exemplo: vamos lançar o pacto federativo já. Os governadores e os prefeitos, que estão todos quebrados, dizem ‘pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, faz alguma coisa’. Eles estão devendo para o funcionalismo, para fornecedores. Não estão pagando dívidas. Está caótico o quadro financeiro de Estados e municípios. Isso significa que o timing político é já. Então, nós vamos mandar o pacto federativo também para o Congresso agora, mas pelo Senado”, afirma.

Guedes informou que a data de envio da PEC depende do aval de Bolsonaro e do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Mas defende o envio “o mais rápido possível”.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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