Servidores municipais de Santos entram no terceiro dia de greve

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Análise – o assédio moral aumenta. 

Concentração da Praça das Bandeiras, no Gonzaga / Foto – Reprodução (Jornalistas Livres)

A greve dos servidores de Santos, no litoral de São Paulo, entra no terceiro dia útil nesta segunda-feira (13). Os funcionários se concentraram na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, e fazem uma passeata pela avenida Ana Costa. A paralisação dos serviços é por tempo indeterminado e é coordenada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), por conta da falta de reajuste salarial. Muitos serviços públicos continuam paralisados.

A decisão foi tomada por mais de 600 trabalhadores presentes na assembleia realizada no dia 23 de fevereiro em resposta ao anúncio do governo de não querer reajustar os salários. Na última quinta-feira (9), os servidores iniciaram a greve por volta das 8h e os serviços públicos foram paralisados. Os funcionários se concentraram na Praça Mauá e fizeram duas passeatas tanto na quinta-feira como na sexta-feira (10).

Análise – Greve continua em Santos e assédio moral aumenta

Enquanto os vereadores santistas, com exceção de Telma de Souza (PT), ficam mudos e se eximindo da responsabilidade com muitos dos seus eleitores, a pressão psicológica nos equipamentos públicos se faz presente.
O Blog Santos em Off apurou que um pediatra que tem um cargo de chefia estaria assediando moralmente os funcionários que são subordinados a ele. O doutor tem obrigado a chefia de um importante setor da saúde pública a “riscar o ponto” dos grevistas. Além disso, o médico monitora tudo para repassar à Prefeitura “um falso percentual de adesão à greve”.
Mesmo com o terror instalado, há uma operação-tartaruga em curso, com apenas os atendimentos essenciais sendo realizados.
Só para lembrar é absolutamente proibido coagir, prejudicar e discriminar o trabalhador que tenha aderido a uma greve. Quem faz isso está infringindo o Parágrafo 2º do Artigo 6º que diz que “É vedado às empresas (ao governo) adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento” . A conferir.
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