Sessão da Reforma Trabalhista é suspensa após tumulto entre senadores

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Oposição se levantou dos assentos afirmando que não aceitaria leitura do relatório e o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Tasso Jereissati (PSDB-CE), suspendeu a sessão.

Por Rafael Bruza

Senadores da oposição se levantam das cadeiras afirmando que não aceitariam leitura do relatório da Reforma da Previdência / Foto – Captura da filmagem da TV Senado)

A sessão que discute a Reforma da Previdência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE) foi suspensa após tumulto entre senadores governistas e da oposição. O relator da proposta, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), pretendia ler seu parecer sobre a reforma, quando senadores da oposição se levantaram e incendiaram a plateia, formada por uma maioria contrária à medida.

O tumulto ocorreu depois de declaração da senadora Gleisi Hoffman (PT-RS), quando Ferraço iria ler seu parecer na Mesa Diretora da comissão.

“Nós não aceitamos a leitura desse relatório aqui hoje, presidente. Nós não temos clima para ler esse relatório. Nós não vamos aceitar”, afirmou a senadora antes de ter o microfone cortado pelo presidente da comissão, Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Senadores contrários à Reforma Trabalhista se aproximaram da Mesa Diretora da comissão e a plateia se incendiou.

Manifestantes contrários à proposta começou a gritar “Fora Temer”, Aécio na cadeia” e “Jucá na cadeia” (em referência ao senador Romero Jucá, do PMDB do Pará).

O clima foi de tensão. Houve troca de empurrões entre senadores como Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO). Senadores se apressaram para separar os dois congressistas.

Após a confusão, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), suspendeu a sessão, que ainda não foi retomada.

Depois que Jereissati determinou a suspensão da sessão, o áudio da gravação foi encerrado.

O tumulto pode ser visto nos últimos 5 minutos desse vídeo da sessão (o vídeo tem mais de 6 horas, então é recomendável pular ao final da sessão para ver as cenas, que começam pouco depois da 6ª hora e 35 minutos):

Posição do relator

O relator da Reforma Trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES) defende que o PSDB rompa com o Governo Federal de Michel Temer e entregue os ministérios que o partido controla. Mas afirmou em vídeo nesta segunda-feira (22), que daria seguimento ao trâmite da reforma, que ficou parada por quatro dias.

“As denúncias que pesam contra o presidente Temer são estarrecedoras. Acho inclusive que sua situação é insustentável, mas nós precisamos continuar trabalhando, produzindo e contribuindo com nossas responsabilidades. Aqui no Senado, na condição de relator da Reforma Trabalhista, amanhã, terça-feira (23), vou apresentar o meu relatório”, afirma o senador em vídeo.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo divulgada nesta terça-feira (23), Ferraço afirmou que “o fato de entregar os ministérios não significa dizer que a gente não esteja aqui no Congresso apoiando essas medidas e apoiando essas reformas”.

“Elas são importantes para a sociedade brasileira”, completou o relator.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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