Tragédia na Galícia: chamas queimam milhares de hectares e tiram 4 vidas

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Os incêndios também ceifaram parte de Portugal, que já tem 32 mortos. A colaboração cidadã é vital na luta contra o fogo.

Por Adrián Argudo

Incêndio na zona de Ourense, na Galícia / Foto – Reprodução (Notícias El Tiempo)

Esta é, sem dúvida, uma das piores imagens registradas. Aquela que ninguém gostaria de ver. O fogo arrasa Galícia e está carbonizando esta região da Espanha. Vigo é um dos territórios mais castigados, com cerca de 150 focos de incêndio. Lamentavelmente, o fogo também é protagonista em Asturias e Portugal.

Nas administrações públicas, entende-se que existe uma intencionalidade. Estamos diante de uma tragédia que está deixando imagens desoladoras onde antes havia paisagens extraordinárias. Estão gerando danos nas quatro províncias Galegas. O balanço mortal é de quatro pessoas. Duas delas eram mulheres cujos corpos foram encontrados dentro de um veículo carbonizado. Por outro lado, dois homens morreram sobre o terreno dando todas suas forças para lutar contra o avanço do fogo.

Foi toda uma onda de incêndios que gente aplicada tenta apagar. Lutam contra as chamas e contra o relógio. Unidades especializadas (350 brigadas, 220 motobombas, meios da Xunta de Galícia, de outras Comunidades Autônomas e do Ministério de Agricultura e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente) trabalham sobre o terreno, mas também há uitos vizinhos e vizinhas que saem às ruas para tentar curar sua terra. As imagens da paisagem e dos rostos falam por si só e produzem uma dor imensa.

Terrorismo ambiental

Podemos começar explicando esta situação falando sobre a manhã de sexta-feira, 13 de outubro, em municípios como Manzaneda ou Villarino de Conso, que já possuíam vários hectares consumidos pelas chamas.

Durante o fim de semana, a situação piorou quando os ventos e as altas temperaturas aumentaram e fizeram as chamas se estenderem. Sem ironias: no domingo já tínhamos 140 focos de fogo distribuídos em diferentes lugares, com uma estimativa de 1.500 hectares carbonizados. Cabe destacar que enquanto as chamas chegavam a núcleos urbanos como Vigo, cidadãos faziam correntes humanas com baldes d’água para sufocar a situação.

De sua parte, Portugal, depois de um verão duríssimo com 440 incêndios, conta com mais de 30 vítimas mortais. Astúrias já tem mais de trinta incêndios forestais. Já falam de terrorismo ambiental aqui na Península Ibérica e pedem para culpados serem localizados.

Neste sentido, Galícia não arde. Na verdade está sendo queimada.

As chamas já não afetam núcleos urbanos. A ministra do interior de Portugal pediu demissão por “dignidade”.

Formado em jornalismo e pós-graduado em Comunicação pela Universidad Carlos III de Madrid. Apresentador de televisão na Espanha e editor-chefe no jornal regional de Madri Nuevo Cronica. Correspondente do Independente na Espanha. Serviçal do jornalismo. Professor. Torcedor do Atético de Madrid.

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