‘Tudo que fazemos tem consequências espirituais’, diz médium que divulga psicografias no Facebook

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Adriano Correa faz psicografias de dois espíritos intelectuais que comentam a situação espiritual do Brasil e do mundo no geral.

Entrevista – Rafael Bruza

O assistente social e médium, Adriano Correa / Foto - Reprodução (Arquivo pessoal)
O assistente social e médium, Adriano Correa / Foto – Reprodução (Arquivo pessoal)

Na visão espírita, a psicografia é a escrita manual dos espíritos através da mão de um médium. É o que faz semanalmente Adriano Correa, um assistente social brasileiro que divulga no Facebook os textos escritos pelos espíritos de dois intelectuais. Alfred Schutz era sociólogo antes de morrer. E Hannah Arendt fez filosofia política. Nas mensagens psicografadas por Adriano, ambos se dirigem a nós de forma carinhosa e falam sobre o momento espiritual do Brasil, da Europa e da Terra no geral. Os textos ficaram populares na rede social junto com o perfil pessoal do médium.

Com mais de 4 mil amigos e 2 mil seguidores em seu perfil, Adriano se define como alguém perseverante, idealista e decidido. Diz estar surpreso com a repercussão de suas postagens, mas se recusa a fazer parte do mercado editorial e divulga tudo no Facebook gratuitamente, como orienta a doutrina espírita.

Conheci suas psicografias em novembro de 2015, antes ter contato com ele. Encontrei no Google um texto de Alfred Schutz, psicografado por Adriano, que me deixou tocado. Além de citar o “glorioso destino do Brasil”, o espírito do sociólogo disse que o “faraó” de nosso país “perderia o trono” em 2016 e previu que a Europa passará por uma “dominação islã” como consequência das ações históricas dos próprios países europeus em territórios da Ásia e da África. Em outra psicografia, o espírito de Alfred Schutz também disse que os EUA caminham “para secessão e um desastre ecológico sem precedentes” que lhe arrebatarão o status de superpotência.

Diante de todas essas previsões marcantes, Adriano concedeu uma amigável entrevista ao Independente por e-mail para comentar seu trabalho como médium e as mensagens que ele costuma psicografar. Entre as perguntas e respostas, coloco alguns textos que ele divulga no Facebook, inclusive o que chamou minha atenção em novembro de 2015 (deixo este para o final).

Confira a entrevista:

Independente – Fale um pouco sobre sua vida: trabalho, intenções e mediunidade, por exemplo. E qualquer outro fato que você considere importante informar.

Adriano – A mediunidade veio em 1978 com apenas seis anos de idade, uma vez que pressentia desde aquela época, quando alguns parentes iriam desencarnar ou mesmo me avisam que estavam já recém desencarnados. A partir disso, nunca mais deixei de ter as minhas intuições mediúnicas. Entrei para o movimento espírita desde Jovem, frequentando o Centro Espírita Frei Luiz no Rio e, logo depois, residindo no DF, passei a frequentar a Comunhão Espirita de Brasília aonde atuo como Médium, concluindo todos Cursos Teóricos da Doutrina Espírita. Me formei em Serviço Social na Universidade de  Brasília e trabalho atualmente como Assistente Social do Governo do Distrito Federal.

Independente – Se você tivesse que explicar a mediunidade a um cético, como faria?

Adriano – Eu não o faria, pediria apenas para refletir sobre se já não sentiu uma companhia espiritual consigo. Existem Padres e Pastores que usam faculdades mediúnicas na unção com o Espírito Santo. O brasileiro, de modo geral, é um povo que acredita na união entre os planos espirituais, seja de que religião for.

Independente – Quem são Hannah e Alfred Schutz, os mentores que costumam escrever mensagens através de você? Qual a história deles e como vocês começaram a fazer trabalhos juntos?

Adriano – Alfred Schutz (1899-1959) sociólogo da fenomenologia compreensiva nascido na Áustria de origem judaica e desencarnado nos Estados Unidos. Foi um intelectual e executivo de um banco muito influente no campo acadêmico. Teve que sair de seu país de origem em virtude do nazismo que se alastrou pela Europa na época da segunda guerra mundial. Schutz é mais conhecido como intelectual nos países de língua espanhola, inglesa e alemã. Já no Brasil, está ganhando notoriedade em virtude da nossa missão mediúnica e das suas psicografias.

(Abaixo, a psicografia mais recente de Alfred Shutz)

Adriano – Hannah Arendt (1906-1975) foi filosofa política também de origem judaica bastante influente como acadêmica no campo do feminismo, direitos humanos e da teoria sobre a condição humana. É bastante conhecida no campo acadêmico brasileiro e também foi perseguida pelo regime nazista.

(Abaixo, a mensagem mais recente de Hannah)

Independente – Eles costumam falar sobre o momento político e social do Brasil e do mundo em suas comunicações. Poderia dizer com suas palavras o que eles costumam dizer em relação ao passado, presente e futuro de nosso país, assim como da Europa e dos EUA, e/ou transmitir o que você pensa sobre esses temas?

Adriano – Eles são bastante otimistas quanto ao futuro do Brasil até contra a minha vontade (risos) por estar encarnado aqui, já que o país passa por uma crise moral, ética e econômica sem precedentes. Sobre a Europa e os EUA os prognósticos são mais pessimistas em virtude do choque de civilizações iniciadas pela invasão do Iraque pelo governo Bush e sem perspectiva para acabar, resultando no terrorismo a nível interacional.

Independente – De que forma a comunicação de mensagens espirituais pode ajudar o desenvolvimento individual e coletivo dos seres humanos na Terra?

Adriano – A pergunta é complexa, mas a resposta é simples. Tudo que fazemos tem consequências espirituais, então nada se perde e não existe impunidade nas leis divinas. Pessoas e países possuem um karma individual e coletivo, milimetricamente ajustado pelos mentores espirituais. As mensagens visam a nossa entrada harmoniosa numa era mais pacífica e sem sofrimentos, já que a terra vive um momento difícil devido a transição planetária que nada mais é que um acerto de contas de que tudo que fizemos ou deixamos de fazer para adentrarmos num mundo regenerado.


Este é o texto de novembro de 2015 que me fez conhecer o trabalho espiritual de Adriano. Vale a pena ler!

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Idealizou, projetou e lançou o Indepedente em fevereiro de 2016. Acredita que o futuro do mundo está dentro de cada um de nós e trabalha para que as pessoas tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

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