Vélez, o zumbi no governo Bolsonaro

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Por Nayara de Andrade

Seus secretários não ficam, não assumem e suas indicações viram demissões. Mas, o morto vivo ainda continua no “poder”. O cargo de ministro da Educação mais parece um posto decorativo. Diante deste caos, nos preguntamos: por que Ricardo Vélez ainda continua no cargo?

A briga do triângulo amoroso (técnicos, olavetes e militares) ofusca a ausência de poder e manobras de Ricardo Vélez. Após dias sem secretário- executivo, o MEC segue para os episódios das indicações. O grupo militar está mais próximo de indicação dos técnicos.  Por fora, Onyx Lorenzoni quer que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre indique um possível nome, enquanto isso Vélez segue na ilha da Fantasia.

Mas Bolsonaro prefere consultar grupos e bancadas a fim de buscar amarrações e articulações no governo como a bancada evangélica-católica, neste sentido, e, meio a viagens, leva no bolso uma lista de possíveis nomes para ministro e secretários executivos.

Ricardo Vélez acha que o MEC é sua ilha particular. Isolou- se ao máximo, tanto que não tentou articulações com um dos principais responsáveis no que se refere a pauta “educação” na campanha do governo Bolsonaro, como a Escola Sem Partido, não dialogou e fechou as portas para Miguel Nagib – procurador do estado de São Paulo e um dos fundadores do movimento -, que inclusive soltou nota contra Vélez.

Alguns dias atrás, depois de sentir ondas mais fortes, Velez convidou a bancada evangélica para um possível diálogo, mas os evangélicos ignoraram o ministro zumbi e só foi ao encontro liderado pelo senador Izalci Lucas (PSDB- DF), o relator da Escola Sem Partido. Com isso, temos aí um novo e forte candidato para MEC, por Bolsonaro e aliados.

Neste conjunto, está também como possível candidato, Stavros Xanthopoylos, o consultor da pauta educação durante a campanha de Bolsonaro. Não deve ser descartado, mas tem pouca bala na agulha.

Outro nome defendido pelos evangélicos para o cargo de ministro é Anderson Ribeiro Correia, ex-reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), hoje presidente da  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ele se movimentou entre técnicos/ militares e também é religioso. Desde que a bagunça do MEC perdeu o controle, o nome dele é defendido por evangélicos como Silas Malafaia, quem mandou mensagens pessoais ao Bolsonaro. No entanto, se Anderson Correia não emplacar,  evangélicos como Malafaia e Feliciano devem apoiar o senador Izalci, nome forte no contexto de bancadas

Caso isso dê certo, os militares devem ter mais forças para “sugerir” nomes para o braço direito do MEC, arrumando a bagunça que se encontra.

Enquanto isso, o  morto vivo Ricardo Vélez vai tocando sem braço e sem perna.

Nayara de Andrade

Meu nome é Nayara de Andrade sou formada em jornalismo pela Universidade Católica de Brasília . Acredito em um jornalismo travestido de responsabilidade cidadã, no poder de uma boa reportagem, na escrita sensível de um bom observador e sobretudo naquela frase famosa que a gente acreditava ser do Orwell, mas é de um magnata da imprensa, do séc XIX, William Randolph Hearst: “jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que seja publicado, o resto é publicidade”.

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